
| EU SOU CUBA |
![]() Título Original: Yo Soy Cuba - Rússia- 1964 Diretor: Mikhail Kalatozov Sinopse: A mais espetacular descoberta cinematográfica da década. Filmado pelo grande e premiado diretor russo Mikhail Kalatozov (Quando Voam as Cegonhas - 1957), EU SOU CUBA é um poema visual do Comunismo Kitsch, mostrando a opressão do povo cubano, em plena revolução dos anos 60. Kalatozov mostrou com sua câmera acrobática, em grande angular, imagens facinantes de Cuba, com vários planos-sequênciais sem corte, lembrado em vários momentos o virtuosismo estilístico de Orson Welles. Depois de assistir EU SOU CUBA você mudará suas referências cinematográficas para sempre. OBS.: TEM NAS MELHORES LOCADORAS DE DVD |
| EXTRAS | CÓDIGO REGIONAL |
| Biografia e
Filmografia de Mikhail Kalatozov; Menus Animados com Áudio. |
REG. 0 |
| VÍDEO | |
| Standard 1.33:1 [4x3] - Preto & Branco | |
| ÁUDIO | |
| Espanhol, Russo | |
| LEGENDAS | GÊNERO |
| Inglês, Português e Espanhol. | Classico |
| ANO DE PRODUÇÃO | ESTÚDIO |
| 1964 | CONTINENTAL |
| DURAÇÃO | DATA LANÇAMENTO |
| 140 minutos | 15/07/2001 |
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DOCUMENTÁRIO: Soy Cuba, O Mamute Siberiano
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| Sinopse No início dos anos de 1960, o famoso diretor soviético Mikhail Kalatozov, junto com uma equipe de 200 pessoas, filmou em Cuba a superprodução Soy Cuba. Este filme, que pretendia ser uma poderosa arma de propaganda para divulgar a revolução cubana, foi ignorado após sua estréia em Havana e Moscou e ficou desconhecido pelo público no Ocidente até sua redescoberta nos anos de 1990 por Martin Scorsese e Francis Ford Coppola. O documentário revela um momento chave na história do cinema através dos depoimentos dos atores e técnicos sobreviventes, e mostra o insólito contraste entre o brilho da alma eslava e os claros-escuros da cultura afro-cubana. Melhor documentário no Festival de Gramado de 2005 e no Festival de Guadalajara de 2005. |
| Informações
Técnicas Título no Brasil: Soy Cuba, O Mamute Siberiano Título Original: Soy Cuba, O Mamute Siberiano / I am Cuba, the Siberian Mammoth País de Origem: Brasil Gênero: Documentário Tempo de Duração: 90 minutos Ano de Lançamento: 2004 Estréia no Brasil: 13/01/2006 Site Oficial: Estúdio/Distrib.: Imovision Direção: Vicente Ferraz |
| Elenco: Luz María Collazo Sergio Corrieri Alfredo Guevara Aleksandr Kaltsatyj Enrique Pineda Barnet Salvador Wood |
| Imagens do Filme: |
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Comentários sobre o Documentário "O Mamute Siberiano"
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| É o
primeiro filme documentário do jovem diretor brasileiro Vicente
Ferraz,
ex-aluno da EICTV - Escola Internacional de Cinema e Televisão de Cuba
e foi premiado no Brasil como melhor documentário no Festival de
Gramado de 2005, melhor roteiro no Festival Cinema de Pernambuco e atração
em festivais no México, no Peru e no Festival de Sundance. O filme Soy Cuba - O Mamute Siberiano, do diretor Vicente Ferraz, é um filme documentário, uma experiência de metalinguagem cinematográfica: um filme sobre um filme. Nesse sentido, Ferraz se empenhou em rastrear o percurso da experiência cinematográfica do filme Soy Cuba (1964), primeira co-produção cinematográfica entre Cuba e Moscou, dirigida pelo veterano diretor russo Mikhail Kalatozov (1903-1973) e o lendário diretor de fotografia Sergei Urusevsky (1908-1974). Pouco antes de Ferraz iniciar seu filme, em 2004, os cineastas norte-americanos Martin Scorsese e Francis Ford Coppola, descobriram o filme Soy Cuba (1964), numa retrospectiva do diretor russo Mikail Kalatosov nos Estados Unidos. Eles patrocinaram o projeto de restauração e relançamento mundial em cinema e em Home Vídeo do filme "Soy Cuba". No Brasil, o filme foi lançado por dois selos diferentes. A realização do filme Soy Cuba (1964), fazia parte de um projeto de propaganda da Revolução Cubana, cerca de 200 pessoas trabalharam no projeto, incluindo soviéticos e cubanos, um dos escopos do filme era responder a política da guerra fria implementada pelos EUA. Soy Cuba (1964), é considerado, hoje, uma das mais experiências importantes da história do cinema, porém, quando de seu lançamento, foi um fracasso de público e de crítica nos dois países, foi considerado estetizante, experiência malograda em construir os ideais revolucionários e a cultura do povo cubano. O filme foi esquecido por 30 anos em latas de rolos no ICAIC- Instituto Cubano del Arte e Industria Cinematográficos. O filme Soy Cuba - O Mamute Siberiano, tem uma estrutura narrativa híbrida, mistura de imagens dos bastidores das filmagens do filme Soy Cuba, depoimentos de profissionais cubanos e russos envolvidos na produção, reportagens sobre acontecimentos do cotidiano cubano nos anos 58 e 59, reportagens sobre visitantes ilustres do mundo do cinema, da filosofia e da ciência na ilha de Cuba, durante esse período, cenas de filmes latino-americanos, incluindo entre os brasileiros Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, e inúmeras seqüências do filme Soy Cuba (1964). Esta estratégia tinha a finalidade de desvendar o mistério de como imagens fantásticas foram executadas tecnicamente, isto é uma tentativa de apreensão do extraordinário, aos poucos o diretor muda de direçao e seu filme cede lugar a um outro mistério, um mistério ordinário: como as pessoas que trabalharam na produção do filme se lembravam desta experiência, uma proposta de criação de memória. O filme Soy Cuba - O Mamute Siberiano, vai adquirindo maior complexidade narrativa com a presença de um narrador delegado, que é próprio diretor, narrando em off e nos propondo a cumplicidade de seguirmos sua viagem de documentarista, nas passagens observacionais através das entrevistas das várias épocas e nas imagens de arquivo. Logo no início do filme, A câmera de Sergei Urusevsky acompanha do alto do vão entre dois prédios um velório na rua. A câmera entra por uma varanda, atravessa uma sala onde pessoas trabalham enrolando charuto, sai por outra janela, novamente na rua, seguindo do alto, rasante a procissão. Este plano seqüência de Soy Cuba é instante privilegiado da história do cinema, a câmera foi acoplada por meio de um ímã a um pequeno teleférico instalado na parte superior dos prédios, dando a sensação de que está "voando" sobre o cortejo fúnebre. O objeto fílmico Soy Cuba (1964), é usado no filme de Ferraz com a função de signo. Um objeto transformado em signo: imagem-tempo. Imagem não abstrata do tempo, fazendo-nos ver o oculto do tempo, diferenciação dos presentes que passam e dos passados que se conservam. O tempo do filme Soy Cuba - O Mamute Siberiano, faz passar o presente conservando em si o passado, imagens-tempo possíveis, fundadas no passado e no presente, ambas complexas. Ao percebermos as imagens do passado onde elas estavam presentes, os entrevistados se lembram de como elas se passaram no tempo e nós espectadores ricocheteamos no passado e no presente, como viajantes do tempo e saímos de nós mesmos. A memória não está apenas no filme Soy Cuba, nem no filme Soy Cuba - O Mamute Siberiano, nem em nós mesmos. Somos nós que movemos uma memória, uma memória–filme, uma memória-cinema, uma memória–Cuba, uma memória-mundo. O presente não existe a não ser colado a um passado contraído se manifestando na coexistência de círculos mais ou menos dilatados contendo tudo ao mesmo tempo, e o presente é o limite. Soy
Cuba, o mamute siberiano, nos envolve a procurar uma lembrança! Iara Helena Magalhães |
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Depois do mundo, Brasil vê "Soy Cuba"
da Folha
Online
O documentário brasileiro "Soy
Cuba - O Mamute Siberiano", de Vicente
Ferraz, tem feito sucesso no exterior. O documentário já foi exibido em dez
festivais internacionais, entre eles os de Leipzig (Alemanha), Varsóvia (Polônia),
e Guadalajara (México) --onde elevou o prêmio de melhor documentário--, entre
outros.
A estréia mundial aconteceu em outubro de 2004, no Festival de Documentários
de Amsterdã, IDFA. A produção participou ainda, em 2005, da seleção oficial
do festival Sundance, e foi mostrada no último festival internacional de cinema
de Havana, junto com "Sou Cuba", do cineasta russo Mikhail Kalatozov.
Finalmente, o filme estréia nesta sexta (13.01.06) no Brasil.
Fruto de minuciosa pesquisa de Vicente Ferraz sobre "Soy Cuba", filme
realizado pelo célebre diretor soviético Mijail Kalatosov em Cuba, em plena
Guerra Fria, o documentário desvenda os motivos que levaram cubanos e soviéticos
a arquivar esta obra-prima até a sua "descoberta", no início dos
anos 90, no Telluride Film Festival (EUA).
A superprodução do início dos anos 60 deveria ser uma peça de propaganda
para a revolução cubana. No entanto, uma semana após sua exibição em Moscou
e em Cuba, o filme foi retirado de circulação. Em conseqüência, permaneceu
desconhecido nos países ocidentais por mais de 30 anos, até a sua descoberta
por Martin Scorsese e Francis Ford Coppola.
Filmado em 14 meses e exibido pela primeira vez em 1964, "Sou Cuba"
apresenta uma Cuba revolucionária, mas com uma personalidade monumentalmente
propagandística e uma imagem idealizada e romântica da realidade da época.
O filme celebra a revolução castrista e apresenta uma Cuba folclórica, com
uma visão épica. Só em 1995 o filme saiu da escuridão.
Ferraz diz que, ao saber desta história, surgiu nele o interesse de realizar um
documentário que não fosse um "making of", isto é, que não se
limitasse a uma apuração de como aconteceu o filme mas também explorasse as
causas de seu esquecimento e resgate.
"Quis fazer, através desse filme, uma analogia da história de Cuba dos últimos
40 anos. O lado humano do filme, da experiência de fazê-lo, foi o que mais me
chamou a atenção", disse Ferraz.
ENTREVISTA:
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Cena de Soy Cuba
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Como você conheceu o filme Soy Cuba?
Morei em Cuba nos anos 80 e lá tive acesso a uma cópia do filme, que me
impressionou muito. Ele estava quase desconhecido mesmo lá. Só eu 2000 fui
saber da redescoberta da obra por Martin Scorcesse e Francis Ford Copolla. Fui
para Cuba novamente dar aulas na escola de cinema e muitas das pessoas que
participaram da produção eram amigos, pessoas que eu conhecia. Resolvi
descobrir mais.
Foi frustrante ver que alguns não lembravam
de cenas importantes de que tinham participado?
Quando você faz um documentário, tem que jogar com isso. Eles não lembravam
mesmo. Daí desisti de fazer um making off de Soy Cuba e contar como um
filme desse tinha sido tão esquecido.
E como foi a decisão de usar a narração
em off?
Eu estava fazendo um documentário sobre um dos filmes mais virtuosos da história
do cinema e eu queria contar essa história. Em um certo momento, admiti que eu
também fazia parte dela e deveria fazer em primeira pessoa. Mas, ao mesmo
tempo, como diretor, queria estar o mais invisível possível. A edição foi
limpa, porque qualquer ruído seria reinventar a roda e competir com o Soy
Cuba, que impressiona com o formalismo, a fotografia e a grandiloqüência
dos planos.
O filme procura entender o esquecimento de
Soy Cuba. Como você vê essa história?
A alma eslava tem toda uma representação dos sentimentos muito diferente do
cubano. Tentar fazer um filme soviético sobre Cuba não encaixa. No Brasil, o
exemplo clássico foi Orfeu do Carnaval. Apesar do sucesso lá fora, a crítica
odiou o filme no Brasil. Até hoje alguns são inconformados com o filme. Eu,
que não vivi aquela época, vejo o filme com seus defeitos mas principalmente
com muita beleza. É uma certa nostalgia de um tempo que parecia mais inocente.
Soy Cuba foi recebido no país quase da mesma forma. Os cubanos estavam criando
uma cinematografia própria e de repente vem aquele filme folclorista,
idealizado, fazendo uma quase caricatura do que é o homem cubano.
SOY CUBA
- La fiche technique sur le film
- Le dossier-exposition
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Dossier-exposition Soy Cuba
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Un chef-d’œuvre de Mikhaïl Kalatozov et du génial opérateur Sergueï Ouroussevski
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Résurrection d’un chef-d’œuvre
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Soy Cuba, film sur la révolution cubaine réalisé par Mikhaïl Kalatozov, en collaboration avec le poète Evgueni Evtouchenko et le chef-opérateur Sergueï Ouroussevski, fut relégué sur l’étagère dès la première projection à Moscou en 1964. C’est que le film, destiné à servir de film-propagande au nouvel Etat cubain de Fidel Castro, ne répondait ni aux attentes des autorités soviétiques, ni à celles du leader cubain : la sensualité contagieuse des scènes de débauche à l’hôtel Tropicana, rendez-vous des riches américains avant la révolution, détournait la critique du sens politique que le film était censé diffuser. Par ailleurs, le lyrisme et l’idéalisme révolutionnaire des étudiants à La Havane et des rebelles dans la Sierra trahissaient la rigueur idéologique en vigueur. Enfin, interdit aux Etats-Unis pendant la guerre froide, Soy Cuba ne sortit de la clandestinité qu’en 1992 au festival de Telluride (USA). Et c’est en 1993 que Martin Scorsese et Francis Ford Coppola qui le découvrent au festival de San Francisco, décident, éblouis par la beauté des images et la ferveur du ton du film, d’apposer leurs signatures sur l’affiche pour assurer sa diffusion américaine.
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