Museu CigarClub

 

SMOKING JACKET


O SECULAR SMOKING JACKET PROTEGE AS ROUPAS DO FORTE ODOR DA FUMAÇA  DOS CHARUTOS E É SíMBOLO DE ELEGÂNCIA 

No início do século 17, quando o comércio entre a Europa e o Oriente era praticado com grande intensidade, alguns produtos passaram logo a gerar grandes riquezas, trazendo consigo o luxo e o glamour. Tabaco, café, chocolate, sedas e espe­ciarias influenciaram os hábitos de ves­timenta, comportamento social e até a­limentar de pessoas em toda a Europa. 

Em meados do século 18, especial­mente na França e Inglaterra (na época, uma referência de boas maneiras), o hábito de fumar charutos se espalhou entre os cavalheiros locais, tanto que nos trens existiam vagões próprios para apre­ciar charutos; e nos clubes e hotéis, salas. Nas residências de pessoas mais abas­tadas, entre os inúmeros cômodos, era quase obrigatório que um deles fosse uma sala para fumar charutos. 

Esse hábito estava tão presente no dia-a-dia dos cavalheiros locais que pas­sou a influenciar também a maneira de eles se trajarem, pois surgia a necessi­dade de uma vestimenta própria para proteger suas roupas do odor da fumaça dos charutos. Foi quando surgiu no século 19 na França o le smoking e na Inglaterra o smokingjacket, desenhado especialmente para resguardar as vestes durante jantares da alta sociedade. 

  Após um jantar entre amigos a anfitriã se retirava da mesa e as outras se­nhoras se despediam de seus maridos. Todos os homens então trocavam seus blazers ou paletós pelos smoking jack­ets e se dirigiam à sala de fumar charu­to, onde iriam degustar um conhaque ou brandy, fumar e falar de política. 

O smoking jacket, ou jaqueta de fu­mar, tinha a aparência de um "robe de chambre", normalmente feito de velu­do, cashmere ou seda, delineado com cores brilhantes e ornamentado com grandes botões. As lapelas eram largas, ocasionalmente combinando com uma faixa do mesmo tecido em volta das mangas. Uma camisa social branca era usada por baixo, sempre com uma gra­vata borboleta ou echarpe. A calça sem­pre preta, azul-marinho ou cinza-escu­ra com sapatos de amarrar ou enfiar pre­tos, em ocasiões mais sociais, ou mais intimamente, chinelos persas de seda. 

Era comum um cavalheiro ter um re­trato pintado usando um smoking jack­et. Existia até, para completar o traje, o "smoking cap" ou "boné de fumar", usa­do para proteger os cabelos dos fumantes de charuto. Era muito comum uma jovem donzela presentear seu namorado com um desses bordado à mão. 

Nos dias de hoje aqui no Brasil nos referimos ao traje a rigor como smok­ing, nos Estados Unidos como tuxedo e na França e todos os países que falam a língua francesa como le smok­ing. Esse traje tem suas origens no smoking jacket e no fato de que o seu uso deva estar associado a uma situ­ação em que elegância e requinte es­tão presentes e marcantes.

                                                                            Silvio Nunziato.

 O ator dos anos 30 e 40, William Powell, esbanja elegância ao trajar smoking jacket: 


EL PATIO

Primeiro Charuto Brasileiro fabricado pela Menendez

 

Caixa pertencente ao Confrade Castro por ocasião do Nascimento de seu filho Felipe