DICAS DA SEMANA

Pergunta da Semana

Tabacarias - Mais Opções

Cervejas & Charutos

Caruso: entre Bombas e Tabacos

Leitura Esfumaçada

Novidade Cubana - Montecristo Edmundo

Um Bom Charuto em Nova York

III Curso de Charutos no Tamanduá - Início em Julho

O charuto em boas companhias

Dez indicadores de Obcessão por Charutos

Corte Certeiro

Afinal... é Umidor ou Humidor

O Vocabulário do Charuto

Diferenças entre: Torpedos, Piramides e Belicosos

O mais completo guia sobre charutos - O livro de Tad Gage

Os segredos do rum

Entrevista c/Manuel Garcia - O Comandante dos Charutos

A Origem de Tudo

Livro - Guia Completo do Charuto

CHIGARRILHAS - FUMAÇA FURTIVA

BENEFíCIOS DO CHARUTO COM CELOFANE

ONDE COMPRAR SEU PRIMEIRO CHARUTO

 

 


Tabacarias - Mais Opções

Mais Opções

Confira as novas tabacarias para comprar e degustar seus charutos e São Paulo

 

Cesar Adames

 

     Com a chegada do final de ano, os apreciadores ganham novas tabacarias para comprar e degustar seus charutos. A primeira loja a inaugurar foi a Dom Marcus Tabacaria, que fica localizada no Top Cine na Avenida Paulista. O proprietário Marcos Nakano teve a preocupação de realizar vários cursos sobre charutos e viajar à Bahia para conhecer o mercado, podendo assim prestar um excelente serviço aos seus clientes.

A rede de lojas Oruam abriu mais uma de suas lojas no coração dos Jardins, na Alameda Lorena, já conhecida por ser a rua das tabacarias, onde já existiam três outras lojas. A nova loja tem toda linha de charutos, perfumes e presentes e em breve estará abrindo um espaço para degustação.

A Lenat Tabacaria & Gifts ganha novos vizinhos depois de 20 anos no mesmo ponto, no shopping Iguatemi. É que Lea e Lelo Jachimowicz inauguram espaço com 80 metros quadrados, na nova ala do shopping. Um mezanino na parte superior abriga um espaço para se degustar e apreciar charutos, cigarrilhas, cachimbos e tomar um drink. Com uma equipe de primeira linha, o Bar é assessorado pelo barman Derivan Ferreira de Souza (escolhido pela revista Veja como melhor barman 2004-2005, duas vezes presidente da ABB-Associação Brasileira de Barman e vice-presidente da IBA - International Bartender Association, por três anos), o barman Souza ( também eleito pela revista Veja como melhor barman 2003-2004) e Rodrigo Gorga, sommelier de charutos (vencedor do EPICURE sommelier 2004), que estarão à disposição dos clientes. Com quatro lojas em São Paulo, a Lenat se destaca pela variedade e exclusividade das marcas e produtos que oferece.

Endereços:

Don Marcus Tabacaria

 

Av. Paulista, 854 loja 34 - Top Cine. 

Telefone: (11) 3491-8181.

Oruam Jardins

 

Alameda Lorena, 1621

Telefone: (11) 3061-5563

Tabacaria Lenat

 

Shopping Iguatemi - Av. Brigadeiro Faria Lima, 2232 Loja F04

Telefone (11) 3815-5835


 

Cervejas & Charutos

Nem só de vinho do porto, cognac e rum são feitas as harmonizações com charutos. Saiba mais.

 

Por: Cesar Adames

     Para provar que nem só o Cognac, Rum e Vinho do Porto harmonizam com os charutos, a SBAV - Sociedade Brasileira de Amigos do Vinho realizou recentemente uma degustação de charutos e cervejas artesanais para ver os resultados desta parceria inusitada. Depois de um jantar típico alemão, os associados receberam um charuto Dona Flor Double Corona para degustar em conjunto com as cervejas Eisenbahn fabricadas em Blumenau. O Taste esteve por lá e traz os resultados e outras possíveis combinações.

 

Eisenbahn Pilsen- É a mais conhecida no Brasil e também a mais consumida no mundo. É uma cerveja clara puríssima do tipo Lager, de baixa fermentação, suavemente amarga e de médio teor alcoólico (4,8%). De coloração dourada, a Eisenbahn Pilsen trás o sabor das cervejas de puro malte. Charutos recomendados Aquarius Robusto e Davidoff No. 3, por serem charutos bastante suaves.

Eisenbahn Dunkel- Cerveja do tipo Lager, de baixa fermentação, com amargor e corpo mais acentuados que a Pilsen, mas sem ser forte, com teor alcoólico de 4,8%. Ao contrário das lager escuras nacionais que normalmente são adocicadas e escurecidas com caramelo, a Eisenbahn Dunkel é feita com maltes torrados importados, que lhe conferem aroma e paladar incomparáveis. A receita da Dunkel leva cinco diferentes tipos de maltes importados. O resultado é uma cerveja com notas de torrefação e de café em seu paladar. Charutos recomendados: Le Cigar Corona Junior e Hoyo de Monterrey Epicure No2, por serem charutos de sabor suave médio.

Eisenbahn Pale Ale- É uma cerveja de coloração âmbar, de paladar e amargor mais encorpados e complexos e com teor alcoólico de 4,8%. É muito parecida com as Ales inglesas e a temperatura ideal para seu consumo é entre 3 e 5 graus. O termo Pale Ale, que significa uma Ale Palha, ou clara. Foi criado na Inglaterra para descrever as cervejas mais claras da época, que tinham cor de cobre. As cervejas do tipo Ale representam a melhor tradição européia, especialmente as belgas e inglesas. As Ales são cervejas de alta fermentação ou fermentação a calor, que realça os sabores mais complexos, frutados e lupulados deste tipo de cerveja. São encorpadas e têm características variadas, sendo doces ou amargas, claras ou escuras. Charutos recomendados: Caravelas Corona Gorda, Partagas Serie D No. 4, por serem charutos de uma maior potência.

Eisenbahn Weizenbier- É uma cerveja de trigo leve e refrescante. Com textura e corpo mais densos, é admirada pela mistura perfeita dos cereais. Como não é filtrada, conserva em cada copo o fermento utilizado no processo de fabricação, ganhando cor e um sabor sem igual. Charutos recomendados: Cohiba Siglo IV e Macanudo Robust Hyde Park, por terem um sabor pronunciado.

Eisenbahn Weizenbock- É a primeira cerveja de trigo escura do Brasil, feita rigorosamente de acordo com a Lei Alemã da Pureza de 1516. A Weizenbock é uma refinada cerveja de trigo escura com alto teor alcoólico (8%). Feita com cinco tipos de malte, corpo intenso com notas de torrefação, sem perder o sabor e aroma frutados da Eisenbahn Weizenbier tradicional. Charutos recomendados: Brasil Autênticos Robusto e Romeo y Julieta Belicoso, por serem charutos de sabor de média força.
Onde encontrar as cervejas Eisenbahn

 

Caruso: entre Bombas e Tabacos
Dono de uma das mais belas vozes do mundo, Enrico Caruso sempre adorou os puros Habanos.

 

Chegada de Caruso a Havana em 1920:
O tenor era um aficionado pelos puros Habanos

Cesar Adames

         Enrico Caruso foi um dos maiores tenores do mundo e também um grande apreciador de charutos cubanos. Em 1920, no auge de sua carreira, recebeu um convite para cantar em Cuba. Como não tinha nenhum interesse e se encontrava adoentado, pediu a, então exorbitante, quantia de 90 mil dólares por nove apresentações. Pensou assim que ficaria livre do famoso empresário Bracale, que lhe havia feito a oferta. Bracale por outro lado era um páreo duro, personagem pitoresco e audaz que em 1904 havia matado um turco em Istambul e em 1910 era banqueiro no Cairo. Em 1915, sem que soubessem muito bem como tinha chegado até ali, representava artistas em Havana.

        Os ricos de Havana apoiaram Bracale e chegaram a um acordo em que Caruso receberia dez mil dólares por apresentação, caso insólito nos anais da ópera no início do século passado. Assim, em 5 de maio de 1920, Caruso chegou em Havana a bordo do barco Mascote procedente de Key West. Além do repertório principal para o Gran Teatro de La Habana, ficou acertado que faria apresentações nas cidades de Cinfuegos e Santa Clara. No dia 13 de junho, no Teatro Nacional, a Associação de Turismo de Cuba patrocinou uma sessão especial da Aída de Verdi. Caruso, vestido com o exótico traje do guerreiro Radamés, causou êxtase entre os habaneros. Ao chegar no segundo ato, se escutou no teatro uma forte detonação que resultou na queda de pequenos pedaços do teto sobre a platéia. Com o pânico dominando o público, a orquestra tocou o Hino Nacional Cubano para tentar acalmar os ânimos. Enquanto isso, Caruso abandonou o teatro pela porta dos fundos, que dava na Calle Consulado. Uns dizem que ele saiu correndo pela rua com os trajes do guerreiro, outros afirmam que subiu no primeiro táxi que passou e seguiu direto para o hotel.

        Refeito do susto, Caruso foi visitar uma fábrica de tabaco no dia seguinte. Cercado pelas tabaqueiras, o tenor perguntou se elas tinham assistido alguma de suas apresentações. "Como poderíamos?", respondeu uma mais decidida, dizendo que só o binóculo vendido na entrada por cinqüenta dólares valia um mês do seu trabalho. Caruso deve ter se recordado de sua infância miserável em Nápoles, onde cantava nas ruas e cafés esperando que os passantes lhe atirassem alguma lira. Sem pensar duas vezes subiu em uma mesa e, sem música, com sua potente voz, começou a cantar "La donna è mobile", da ópera "Rigoletto". Cantou como nunca para aqueles tabaqueiros cubanos e ao término foi saudado com palmas por mais de dez minutos. Os trabalhadores ficaram tão contentes que jogaram sobre o cantor mais de mil charutos para celebrá-lo. Caruso então se abaixou e começou a recolher os charutos. "Não vou deixar nenhum destes Romeo y Julieta no chão. Primeiro porque seria uma afronta às senhoras e aos senhores que me saudaram de forma tão tropical. Segundo porque valem muito dinheiro". Caruso sempre se dedicou aos prazeres da vida, como comida, bebida e seus saborosos puros, ainda mais quando sabia que tinham sido recém-fabricados. Advertido por seu médico que fumar prejudicava a saúde respondeu: "Veja só doutor, eu fumo há muitos anos e cada vez dizem que tenho uma voz melhor".


Leitura Enfumaçada


Para saber mais sobre o prazer de degustar, veja qual é a biblioteca básica do apreciador de charutos.

 

Por: Cesar Adames

07/julho/2004

Não basta apenas degustar um charuto para conhecer tudo sobre esta nobre arte. O conhecimento sobre como é feito, o plantio, elaboração e história pode ser encontrado nos livros que ajudam a entender toda uma história de mais de 500 anos.

O Taste selecionou uma biblioteca básica para quem busca saber mais sobre este assunto.

O Mundo do Havana
Escrito por Gerard Père et Fils que tem uma das mais conceituadas tabacarias do mundo em Genebra na Suíça faz uma viagem pelas marcas e formatos dos charutos cubanos. Neste livro Gerard leva o leitor a "ler" e perceber os detalhes de um bom charuto. Suas múltiplas belezas fazem-se nele quase palpáveis tornando ainda mais evidente a infinita riqueza do tema. (Editora Ática, 146 páginas, R$ 80,10 www.sodiler.com.br)

Fumaça Pura
Fumaça Pura é vários livros ao mesmo tempo: uma história do tabaco, que começa com o seu descobrimento, em 1492, por um marinheiro da nau capitânea de Colombo, Rodrigo de Jerez; é também uma celebração do tabaco e do hábito de fumar essa estranha folha; e, finalmente, uma rapsódia tendo como centro o charuto, mas com espaço garantido para o cigarro, o cachimbo e o rapé. (Bertrand Brasil, 422 páginas, R$ 49,00 www.livrariacultura.com.br)

O Pequeno Livro do Charuto
Escrito pelo editor e proprietário da revista Cigar Aficionado, este é um manual completo para que se conheça e aproveite um dos grandes prazeres da vida: os charutos. Informações fundamentais sobre a seleção e armazenagem, além de técnicas básicas pra cortar, segurar, acender e fumar. O livro traz uma lista das quarenta melhores marcas de charutos, escolhidas por Marvin Shanken e uma extensa lista outras marcas. (DBA, 210 páginas, R$ 44,90 www.submarino.com.br)

Guia Epicur del Habano
Este é o mais completo livro que trata sobre os charutos cubanos. História das marcas, etapas de produção e elaboração do charuto, dicas de como escolher, acender e conservar estão entre os assuntos abordados. O livro traz fotos (no tamanho natural) e descrição de todas marcas e formatos dos charutos cubanos. (Quality Publicaciones, S.L, 276 páginas, R$ 170,00 Loja Davidoff - Tel. 3083-7344).

Guia Completo do Charuto
Essencial para todos que apreciam charutos - sejam eles fumantes experientes ou simples principiantes. Ilustrado com fotos e mapas, este livro conta à história do charuto e explica como o tabaco é plantado, tratado e enrolado. Apresenta as marcas mais conhecidas e uma relação das principais charutarias do mundo, além de dedicar um capítulo especial às mulheres. (Melhoramentos, 258 páginas, R$ 54,90 www.submarino.com.br)

Manual Enciclopédico do Charuto
Entre os temas abordados neste livro estão a história do charuto do seu início aos dias atuais, os primeiros apreciadores, charutos feitos a máquina, as embalagens dos charutos, como identificar charutos falsos, além de abordar todos acessórios necessários para degustar. (Editorial Estampa, 256 páginas, R$ 211,72 www.livrariacultura.com.br)


 

Novidade Cubana

 

Montecristo Edmundo

 

Depois de mais de 30 anos de espera surge um novo formato para a marca de charutos cubanos Montecristo o Montecristo Edmundo. O nome vem do personagem da novela de Alexandre Dumas, o Conde de Montecristo. Seu lançamento oficial para distribuidores exclusivos Habanos S.A.  que é a empresa que comerciliza os puros cubanos ocorreu no último dia 13 de maio em Paris.

Montecristo é a marca de Habanos mais conhecida no mundo e também a mais vendida. A origem de seu nome vem das leituras que eram feitas nas fábricas de tabaco no inicio do século passado onde a novela o Conde de Montecristo era uma das preferidas pelos tabaqueiros enquanto realizavam seu trabalho de confeccionar os charutos.

A nova marca Montecristo Edmundo tem um tamanho de 13,5 cm de comprimento por 2,06 de diâmetro, sabor de médio a forte e utiliza folhas de tabaco provenientes da região de Vuelta Abajo em Cuba, que é considerada uma das melhores regiões do mundo para plantio. Em breve ele poderá ser encontrado na cadeia de lojas La Casa del Habano que tem 77 lojas no mundo. 

César Adames


Um Bom Charuto em Nova York

As leis antitabaco estão mais rigorosas, restringindo cada vez mais os espaços nos quais é possível se fazer uma boa refeição e degustar um bom charuto sem ser incomodado. Uma das cidades que tem sentido bastante este problema é Nova York. Se você está de viagem para lá e gosta de charutos, aqui vão alguns locais onde se pode degustar sem problemas:
• Carnegie Club 156 West 56th Steet (212) 957-9676
• Club Macanudo 26 East 63rd Street (212) 752-8200
• Florio´s Grill and Cigar Bar 192 Grand Street (212) 226-7510
• Hudson Bar & Books 636 Hudson Street (212) 229-2642
• Lexington Bar & Books 1020 Lexington Avenue (212) 717-3902

III Curso de Charutos no Tamanduá


O charuto em boas companhias

 
Cesar Cury

Vinho do Porto ou um bom café expresso são bebidas tradicionais para acompanhar um charuto, mas há mais sutilezas. "É preciso que a intensidade do charuto seja equivalente à da bebida", explica o especialista Ruimar de Oliveira. Confira algumas orientações sobre a forma correta de apreciar um charuto.  

• Charutos encorpados combinam com conhaque, rum, cachaça envelhecida e cerveja escura. Charutos suaves vão bem com águas aromatizadas, cerveja clara e drinques como mojito (drinque à base de rum e hortelã) e caipirinha. Nenhum deles combina com vermute, sucos, refrigerantes e chope. Champanhe, só com os charutos muito suaves.

• Ao escolher o charuto para uma ocasião, leve em conta o tempo que terá para fumá-lo. Charutos menores exigem meia hora. Os maiores chegam a duas horas.

• Mesmo os veteranos podem ficar tontos se fumarem de estômago vazio. Sirva porções de nozes, amêndoas, chocolate, trufas de café ou de chocolate amargo, caso não haja um jantar.

• É possível alterar a intensidade do charuto ao cortá-lo, antes de degustá-lo – um corte maior o suaviza; um pequeno furo na base o torna mais intenso.

• Acenda-o com fósforos ou folhas de cedro, que vêm na caixa do charuto, e não com isqueiro a fluido, pois o combustível pode alterar o sabor.

• Espere uns 50 segundos entre duas baforadas. Menos do que isso esquenta demais o charuto e pode deixá-lo amargo.

  http://veja.abril.uol.com.br/260504/p_110.html


Dez indicadores de Obcessão por Charutos

1.     Voce começa a ter mais de um umidor, e separa o seu estoque por nacionalidade. Mas começa a considerar seriamente um umidor para cada marca.

2.     Seus umidores e respectivos estoques tem valor mais alto que o PIB de Tuvulu.

3.     Quando você entra em uma tabacaria, tem a mesma sensação que tinha quando seus pais levavam você em uma loja de brinquedos

4.     Seus isqueiros são de material aeroespacial e seus cortadores, de aço cirúrgico

5.     Você pára de prestar atenção em um filme inteiro, tentando descobrir que charuto o personagem está fumando.

6.     Você tenta colocar seus charutos como dependentes, no imposto de renda.

7.     Sua pequena horta orgânica começa a sumir, dando lugar a diversas variedades de tabaco.

8.     Você colhe as folhas de alface segundo a classificação cubana, de Volado, Seco e Ligero.

9.     Você fica deprimido quando vê alguém jogar fora pela metade um bom charuto. Se este era do seu umidor, você considera a hipótese de agressão física

10.    Você acredita que o Lasioderma é a praga do século, e defende este ponto de vista ferrenhamente em discussões.

Augusto Carvalhal da Silva


Corte Certeiro

 

À medida que cresce o interesse e a familiarização com o universo dos charutos os acessórios se tornam peças fundamentais para uma melhor degustação. Estamos falando do umidor, do cortador, do porta-charutos e do isqueiro ou fósforo próprio para acendê-lo. 

Todos são fundamentais para uma excelente degustação, mas o cortador é o primeiro a entrar em ação.

Quando compramos um charuto normalmente ele vem com a parte que iremos colocar na boca fechada, permitindo que possamos escolher qual o tipo de corte que iremos usar.

Fumadores mais antigos normalmente tem o costume de tirar a tampa que cobre a ponta do charuto com a unha o que pode às vezes ser incomodo deixando pedaços de fumo que irão atrapalhar o ato de degustar seu charuto. Para evitar este tipo de problema é fundamental fazer um bom corte.

 
 

O cortador é a peça mais importante para a preparação do ato de degustar um charuto.

Podemos dizer que um charuto é como um tubo e que dependendo do corte que fizermos poderá favorecer ou dificultar o fluxo e afetar a combustão. Um corte reto deixa o tubo aberto para que o fumo possa fluir de forma suave e natural. O corte em cunha ou "v" só abre uma parte do charuto fazendo com que o fumo passe por uma área menor obrigando um esforço maior para a sucção. Outro tipo de cortador que concentra o fumo é o cortador que faz um furo circular que pode ter dois tipos de tamanho. Este tipo de corte pode tornar um charuto que seria normalmente mais suave em um charuto mais encorpado.

Deve-se evitar a qualquer custo utilizar um palito como furador, pois não estamos efetuado um corte no charuto e sim furando e empurrando o fumo para dentro fazendo com que o charuto fique entupido.

 
 

Outro tipo de cortador mais tradicional utilizado em restaurantes ou após jantares mais finos é uma tesoura própria para o corte com as duas laminas em curva. Fique atento ao tamanho, tesoura pequena serve para charutos de tamanho petit-corona, corona e lonsdale enquanto a grande serve para estes tipos mais robusto, churchill e double corona.

O modelo mais utilizado é a guilhotina que pode ter uma ou duas lâminas, faz um corte reto e possibilita um fluxo excelente.

Este tipo de guilhotina normalmente tem suas lâminas em aço e o acabamento externo pode ser de plástico nos modelos mais simples até o banho de ouro comum nos modelos da S.T.Dupont , Cartier e Dunhill.

Independente do tipo de cortador que venha escolher tenha sempre em mente que um bom corte é fundamental para o início de um prazer maior que é degustar um charuto.


Umidor ou Humidor

 

----- Original Message -----

From: Celso Nogueira

To: cigarclub@grupos.com.br

Sent: Saturday, April 10, 2004 2:42 PM

Subject: [Cigar Club] umidor?

 

Após longa e acirrada discussão, na CBC, que deu origem ao Cigar Club, chegamos ao seguinte consenso (se bem que toda unamimidade é burra...):

- No mundo dos charutos, umidificador é o termo que define os aparelhos usados para resolver a deficiência de umidade em determinado ambiente. Existem os umidificadores elétricos que soltam vapor d'água nas salas em que os charutos são guardados, em grandes tabacarias. Também são umidificadores os objetos retangulares ou redondos, recheados de espumas ou qualquer elemento que retém a água, disponíveis para as caixas de charutos domésticas. A água neles contida evapora aos poucos, mantendo a umidade das caixas etc.

- Essas caixas e armários para charutos, e mesmo as salas onde são conservados, recebem mundialmente um nome: Humidor. Esse termo foi consagrado e é usado em inglês, espanhol e outros idiomas. Na transposição para o português temos o direito de usá-lo, com base no princípio da existência de outro termo similar com significado distinto. Portanto, chamar os Humidores de umidificadores causaria uma confusão com os aparelhos citados anteriormente.

Sendo assim, Humidor é a caixa, armário ou sala destinado à guarda e conservação dos charutos. Por uma questão de coerência, como o "H" caiu em todos os derivados - umidade, umidificador, umedecer, umectante etc - optamos por aconselhar o aportuguesamento de "Humidor" para "Umidor". 

Temos caso parecido na indústria alimentícia - os aditivos usados para umedecer alimentos não são umidificadores, mas sim umectantes. Os procedimentos linguísticos estão em conformidade com os padrões comumente usados na criação e derivação de vocábulos.

Portanto, embora ainda não conste no dicionário, pelo que sei, o termo "umidor" é correto, coerente e compatível com nosso idioma. O uso da grafia "Humidor" não é incorreto, desde que a palavra venha em itálico, como termo de língua estrangeira. Mas, na minha opinião, não ajuda em nada.

Abraços

Celso Nogueira       celsonog88@yahoo.com.br 


O Vocabulário do Charuto

 

 

Um dos grandes problemas de quem está iniciando na nobre arte de degustar um charuto é compreender os termos técnicos que algumas pessoas usam quando falam sobre o assunto. 

 

Selecionamos alguns destes termos sem pretender nem de longe esgotar o vocabulário do ramo.


Anel - Pedaço de papel que envolve o charuto identificando sua marca.

Bunch - É o charuto semi-acabado, composto apenas pelo filler e o capote.

Capa - Folha de fumo que envolve os charutos externamente.

Capote - Folha de fumo que envolve o filler dos charutos. Também chamado de sub-capa.

Celofanado - Charutos que são embalados individualmente em bolsas de celofane para aumentar sua conservação.

Cepo - Aparato de madeira, metal ou plástico, usado pelo controle de qualidade, com orifícios de diversos diâmetros, para conferir-se a exatidão da grossura dos charutos.

Destalo - Ato de destalar uma folha de fumo é que consiste na extração da veia principal.

Filler - Fumos usados no interior dos charutos, que serão envoltos pelo capote.

Galera - Linha de produção onde são elaborados os charutos Long-Filler > Diz-se dos charutos cujos fumos da parte interior são constituídos de folhas de fumo inteiras.

Maço - Qualquer pacote envolto com papel celofane, contendo determinada quantidade de charutos (em geral 25).

Premium Cigar - Diz-se dos charutos hand-made, 100% de fumo natural que, no mercado têm preço de venda ao público acima de US$ 2,00 por unidade.

Puros - Denominação dada aos charutos cubanos.

Queima - Combustibilidade do charuto.

Rezagos - Produtos (fumos ou charutos) rejeitados pelo controle de qualidade.

Selo de Garantia - Um rótulo (geralmente esverdeado, lembrando uma cédula de dólar) ainda muito usado, por alguns fabricantes, colado no lado de fora da caixa dando a origem do produto.

Short-Filler - Diz-se dos charutos cujos fumos da parte interior são constituídos de folhas de fumos recortadas.

Tabaqueiro - Pessoa que produz o charuto.

Vega - Plantação de tabaco.

Wrapper - O mesmo que Capa.

 

Vuelva Abajo

Semi Vuelva

Partidos

Remedios

Oriente

Regiões dos "Puros"


 

Diferenças entre:

Torpedos, Piramides e Belicosos

 

Piramide e Torpedo, dividem uma única semelhança: são Figurados.

 O Piramide é uma vitola de galera cubana e consiste em um charuto assim:

Upmann No. 2

 

em princípio qualquer charuto que não tem os lados paralelos (diametro diminui ao longo do corpo), tenha o pé aberto  e a cabeça afilada, pode ser chamado de Piramide. 

Se tiver lados paralelos, pé aberto e cabeça afiilada, é um Belicoso, cuja vitola de galera cubana é Campana, como o Sancho Belicoso abaixo:

Belicosos

 

Torpedo é um nome genérico para um charuto com o pé e a cabeça afilados e o meio com um diametro maior. existem vários, de vários tamanhos, por exemplo, os Cuaba, o Davidoff Sort P, etc...

Isso na definição original. Até a Gerard Pére et Fils chama Piramide e Belicoso de Torpedo. Charutos como o Cuaba acima são chamados de Perfecto, o que não é incorreto.

 
 
Augusto Carvalhal da Silva

O mais completo guia sobre charutos

Tad Gage

O livro de Tad Gage rompe com a idéia de que somente os miliónarios fumam charutos. A publicação apresenta o hobby de maneira simples, divertida e atual. Dentre os aspectos abordados nesse livro, estão o melhor formato e o melhor tamanho de charuto, informações sobre fabricação e distribuição em todo o mundo, preços e qualidade. A obra é uma tradução do original americano The Complete Idiot's Guide to Cigars, publicado pela primeira vez em 1997.

O texto é dividido em 25 capítulos, através dos quais é possível conhecer todos os aspectos dos charutos. Para quem está se iniciando na degustação dos charutos, oferece dicas sobre como escolhê-los e mostra os erros primários que podem afastá-lo do hobby. Aspectos técnicos e de etiqueta também são abordados, além da ligação dos charutos com bebidas e alimentação. O livro possui, também, um ótimo guia descritivo de produtos e um glossário completo com os termos ligados aos charutos.

O mais completo guia sobre charutos

Autor: Tad Gage

Tradução: Marcello Borges

Editora: Mandarim

Páginas: 368

Leia o primeiro capítulo do livro:

Capítulo 1

Se você conhece pouco, comece por aqui

Eu, como todo mundo, comecei a fumar charutos como um principiante. Tinha 25 anos e nunca havia fumado nada antes. Era o outono de 1982 e eu estava em Toronto assistindo a uma conferência sobre bancos e finanças. Depois do jantar, cada participante recebeu um charuto cubano H. Upmann dentro de um tubo. Observei os demais acendendo e soltando baforadas prazerosamente. Intrigado, enfiei o charuto no bolso do paletó. Tinha ouvido dizer que os charutos cubanos eram especiais. Sabia que eram ilegais nos Estados Unidos e que nunca teria a oportunidade de experimentar um lá. Mas recusei-me a fumar aquele charuto em público porque tive medo de passar mal.

Depois dos discursos, fui para o quarto. Procurei uma dessas caixinhas de fósforos de papelão (primeiro erro). Felizmente, alguém tinha tido a idéia de cortar os charutos antes de entregá-los, pois eu não tinha cortador (segundo erro). Risquei o fósforo e levei a chama até o charuto. Pelo menos eu sabia qual lado deveria acender! Tive sorte por nunca ter fumado nada antes, assim minha garganta se fechou na hora, impedindo-me de tragar a fumaça. Deixei-a percorrer a boca e soltei-a suavemente. Reclinando-me na cadeira, extraí longas e prazerosas baforadas daquele cilindro. Fumei-o até o final, coisa que faço até hoje com os charutos realmente bons. Provei sabores que nunca havia sentido. Antes de sair de Toronto, comprei alguns charutos cubanos e levei para casa.

Depois de provar todos aqueles charutos cubanos, procurei outros que oferecessem experiências gustativas semelhantes. Provei alguns vendidos pelo correio, mas, como não entendia nada de charutos, não percebi que havia comprado alguns de má qualidade. Analisando esse período, vejo que meu entusiasmo por charutos diminuiu, porque aqueles comprados pelo correio não eram nem de longe parecidos com meu primeiro charuto cubano. De certo modo, abandonei os charutos, imaginando que nada feito fora de Cuba valeria o esforço. Não tinha talento nem condições financeiras para adquirir charutos cubanos ilegalmente e preferi não fumar a fumar qualquer coisa ruim.

Muitos anos depois dessa experiência desanimadora, porém, redescobri os charutos de qualidade, encontrando produtos de qualidade feitos à mão em lugares como Honduras, Nicarágua e República Dominicana. Descobri uma tabacaria com um amplo estoque de charutos não-cubanos de categoria - e adquiri os conhecimentos necessários para que pudesse escolher sabiamente. Isso aconteceu numa época em que os charutos não-cubanos estavam sendo procurados por seus próprios méritos - tão bons quanto seus concorrentes cubanos. E fui novamente fisgado. Posso dizer que minha descoberta e redescoberta dos charutos finos foram fruto da sorte, por isso eu gostaria de ajudá-lo a fazer melhor! Assim como eu, espero que você se apaixone por bons charutos. Saborear um charuto na privacidade de minha casa me dá tempo para descansar e contemplar o dia - ou para não pensar em nada. Quando fumo com amigos charuteiros, temos a oportunidade de conversar, rir, contar histórias e avaliar nossos charutos.


Os segredos do rum



Puro, com gelo ou em coquetéis, o rum é uma das
bebidas mais consumidas em todo mundo

     Quando se fala em rum, logo vem à lembrança o verão, um bom charuto, saborosos coquetéis, os piratas, o charme das ilhas do Caribe... Enfim, como muitas outras, o rum é uma bebida secular e que até hoje é sucesso entre os especialistas. Produzido inicialmente em Cuba, no século 16, o rum possui características refinadas e aroma suave, por isso era chamado de "vinho de açúcar". Destilado de canas frescas trituradas ou de seu melaço, ficou muito conhecido a partir do século 17, sendo considerado uma bebida medicinal capaz de curar doenças e expulsar os "demônios" do corpo. Sua história conta ainda que sua alta graduação alcoólica (de 40 a 75 graus) servia para acalmar os ânimos e encorajar os piratas do século 19, na hora dos combates, além de servir como moeda para a troca de escravos. Fermentado de duas maneiras diferentes (agrícola e industrial), o rum é transparente e cristalino ao sair do alambique. A cor dourada, encontrada em alguns tipos da bebida, é resultado do envelhecimento em tonéis de carvalho, ou, na maioria dos casos, pela adição de corantes de caramelo. Os envelhecidos, como o añejo cubano, que repousa por sete anos e tem buquê digno dos melhores conhaques, não deve ser usado em coquetéis. Os mais exigentes, inclusive, recusam-se a bebê-lo com gelo. Mas o rum é ingrediente principal em drinques que são consumidos há muito tempo em todo o mundo, como Daiquiri, Cuba Libre e Mojito. Algumas das marcas mais famosas do mundo são: Negrita e Lamb's (Guiana Francesa), Applation e Myers (Jamaica), Varadero e Havana Club (Cuba), Pampero (Venezuela) e Bacardi (Porto Rico). Os renomados Barcelo Imperial e Brugal Extra Añejo, da República Dominicana, e da Guatemala, o Boltran e o Centenario, este último, ganhador pela segunda vez consecutiva como melhor rum do mundo, num concurso realizado anualmente em Barbados.

Tipos de rum

Atualmente, o rum é produzido em vários países, de diversas maneiras e com diferentes características:

Rum ligeiramente encorpado: é seco e leve em aroma. Incolor na versão White Label e dourado escuro na Gold Label (mais pesado e doce). É produzido principalmente em países como Venezuela, Cuba, México e Porto Rico.

Rum mais encorpado: é o rum escuro. Têm corpo e aromas marcantes e é originário da Jamaica, Martinica, Trinidad e Barbados.

Rum altamente aromático: na produção, são juntados bagos de arroz vermelho ao melaço. É feito na Indonésia e enviado para a Holanda e Suécia, onde é engarrafado e utilizado na fabricação de ponche sueco.

Rum naval ou navy rum: faz parte dos mais encorpados e é produzido na Guiana e Trinidad, e misturado nas ilhas virgens britânicas.

Rum cubano: graduação alcoólica de 40%, é um rum leve, que pode ser carta blanca (branco, bom para coquetéis) e carta oro (dourado).

Rum da Jamaica: é o mais forte e o mais encorpado dos runs. Chega a 75% e geralmente, é exportado para a Inglaterra, onde é misturado e envelhecido em tonéis de carvalho por diversos anos.

Rum da Martinica: é típico do Caribe Francês, encorpado, feito do caldo de cana no lugar do melaço.

Rum de Barbados: de boa qualidade, leve e de sabor acentuado, pode ser envelhecido por anos.

Rum de Porto Rico: leve, de ótima qualidade. A marca mais famosa, entre as melhores do mundo, é a Bacardi

Rum do Haiti: leve, de boa qualidade, duplamente destilado utilizando também o caldo de cana.

Rum e charuto: uma combinação perfeita
Certamente, um nasceu para o outro. Rum e charuto formam um par perfeito e os aficionados por charutos afirmam que esse destilado acentua o sabor dos charutos. Muitos, entre uma baforada e outra, molham a boca com rum. Prove acompanhar seu charuto preferido com um drinque à base de rum, ou com gelo, ou puro. O
Taste indica um Hoyo de Monterrey, Epicure nº2 com o rum Havana 3 años. Ou um Partagas Serie D nº4 para acompanhar um Añejo Reserva, ou o Montecristo "A" com um 7 años.

 

Mojito

Ingredientes
1 e * dose de rum Havana Club Silver Dry
1/3 dose de suco de limão
1 colher de chá de açúcar
50 ml de água com gás
Hortelã (folhas secas)
Gelo
Modo de preparo
Coloque algumas folhas de hortelã e o suco de limão no copo. Amasse e junte o açúcar. Acrescente o rum, a água com gás e o gelo. Decore com mais folhas de hortelã.
 

 

Daiquiri
por Derivan Ferreira de Souza

Ingredientes
6/10 de rum branco
3/10 de suco de limão ou lima
1/10 de xarope de açúcar ou ½ colher (bar) de açúcar
1 colher (bar) de clara de ovo batida.*

Preparo
Bata os ingredientes junto com três pedras de gelo na coqueteleira e coe.
Sirva em copo short drink.

*A clara pode ser substituída por um produto industrializado chamado 'froot'.


MANUEL GARCIA

O Comandante dos Charutos

O cubano Manuel Garcia, executivo que controla toda a produção de tabaco na terra de Fidel, conta como os puros habanos tornaram-se ícones do estilo

 

Joaquim Castanheira e Carlos Sambrana

 

O executivo cubano Manuel Garcia tem a mesma importância de um ministro de Estado na terra de Fidel Castro. Aos 46 anos, ele ocupa o comando da Habanos, a maior produtora mundial de charutos puro premium, que, segundo Garcia, são aqueles cuja unidade é confeccionada à mão e custa mais de US$ 1. São ícones da sofisticação como o cobiçado Cohiba, o famoso Monte Cristo e outras 34 renomadas marcas. “Para mim não há charuto melhor que o Cohiba”, diz Garcia. Sua empresa, fruto de uma fusão entre a estatal Cuba Tabaco e a companhia franco-espanhola Altadis, produz 300 milhões de charutos por ano e metade é exportada para mais de 120 países. Tal número levou a companhia a fazer do tabaco o terceiro produto na pauta de exportação de Cuba. Garcia nasceu e vive em Havana, trabalhou durante 16 anos na antiga Alemanha Oriental, mas tem um discurso de capitalista. Assim como os executivos de companhias privadas em todo o mundo, critica o contrabando e comercializa produtos de alto valor agregado. Na semana passada, ele esteve em São Paulo e recebeu DINHEIRO para desvendar os segredos que tornam o tabaco cubano o mais especial do planeta.

DINHEIRO – Por que os charutos cubanos são tão desejados?
MANUEL GARCIA – Por nossa sorte e para a desgraça de nossos competidores, nosso microclima é único. Há uma região específica onde o tabaco é cultivado. Chama-se Vuelta Abajo, na parte ocidental de Cuba, uma área de aproximadamente mil hectares. Ali temos um solo, uma temperatura e um ar diferenciados que ajudam no cultivo de um tabaco especial. É como acontece com os vinhos franceses. Você pode até plantar as uvas em outro país, mas o sabor nunca será igual. É algo que não se pode duplicar. Aliado a isso, temos uma experiência centenária de produção. Os antigos ensinaram para os filhos e assim por diante.

DINHEIRO – Como se diferencia um charuto cubano dos fabricados em outros países?
GARCIA – A mescla de folhas de tabaco, que chamamos de liga, é diferente. Ela proporciona um sabor mais forte ou mais fraco e influencia na combustão, no aroma e nos demais fatores. Cada charuto passa por processos de fermentação. Todos os charutos cubanos são fermentados duas vezes. O Cohiba, entretanto, é o único que passa por três fermentações. Cada charuto possui uma fórmula diferente e secreta, como acontece com a Coca-Cola. Só a fábrica sabe como fazer.

DINHEIRO – Esses segredos são guardados a sete chaves?
GARCIA – Estão nos livros das empresas. Mas eles são passados apenas para o responsável pela fabricação do charuto. Nem eu sei as fórmulas. No máximo há 50 pessoas que conhecem essas fórmulas.

DINHEIRO – O processo de fabricação também ajuda na qualidade do charuto cubano?
GARCIA – O processo é muito importante, mas não é o principal. Muitos cubanos foram para outros países e levaram esse tipo de conhecimento. Na República Dominicana, eles fazem do mesmo modo como nós. Porém, o que falta aos dominicanos e a outros países produtores é uma excelente matéria-prima como a nossa.

“Antes de assinar o embargo, John Kennedy encomendou mil charutos”

DINHEIRO – O senhor já experimentou o charuto brasileiro?
GARCIA – Já provei mas, para mim, eles não dizem nada. Não gosto de nenhum charuto que não seja cubano. Isso não quer dizer que eles sejam ruins. Mas nossos representantes aqui dizem que o charuto local está evoluindo bastante e é de boa qualidade, sobretudo os fabricados na Bahia.

DINHEIRO – Por que criou-se a mística em torno do Cohiba?
GARCIA – A marca surgiu em 1967 e não era comercializada. O uso era de exclusividade da República de Cuba. O governo presenteava os chefes de Estado e as personalidades mais importantes que visitavam o País. Era o charuto preferido do comandante Fidel Castro. Dos anos 60 até 1982, ele não era vendido. Como essa exclusividade tornava o Cohiba notório em todo o mundo, decidiu-se lançar uma gama de bitolas de formato maior para o mercado internacional. Depois, em 1992, nas comemorações de 500 anos do descobrimento da América, a Cohiba lançou as linhas Siglo I, II, III, IV e V. Cada uma representava os séculos de vida de Cuba e tinha tamanhos diferentes. No ano passado, surgiu a Siglo VI porque entramos no sexto século de nossa história.

DINHEIRO – Quais são os charutos cubanos mais famosos no mundo?
GARCIA – O Monte Cristo e o Cohiba. O primeiro é o mais vendido no mundo. O segundo possui a mística que vocês destacaram.

DINHEIRO – Por que não há um sentimento antitabagista em relação ao charuto, como ocorre com os cigarros?
GARCIA – É um engano. A legislação que regulamenta os cigarros também atinge os charutos. A restrição é para todos.

DINHEIRO – Mas há uma diferença de percepção. O charuto é visto como um produto charmoso e sofisticado. Já o cigarro tem uma imagem negativa.
GARCIA – Não digo que o charuto não faz mal à saúde. Porém, é natural e não tem química, como o cigarro. O fumador de charuto não traga a fumaça como ocorre com o cigarro. Eu, por exemplo, fumo seis por dia. O timoneiro Gregório, timoneiro e dono do barco no qual o escritor Ernest Hemingway saía para pescar, morreu muito velho e fumava bastante.

DINHEIRO – O que criou a imagem de sofisticação do charuto?
GARCIA – O boom dos tabacos premium surgiu na década de 90 quando apareceram as revistas especializadas mostrando personalidades que apreciaram e apreciam um bom tabaco. São pessoas importantes em todos os âmbitos, como esporte, cultura, política e outras áreas. É gente como Fidel Castro, Che Guevara, Winston Churchill, o próprio Hemingway, atores de Hollywood e esportistas como Michael Jordan.

DINHEIRO – E o ex-presidente americano Bill Clinton? Ajudou ou prejudicou as vendas de charuto?
GARCIA – Não estou seguro se ajudou ou não (risos). Mas dizem que era um charuto cubano.

DINHEIRO – Tempos atrás, a atriz Demi Moore se deixou fotografar fumando um charuto. O charuto está conquistando as mulheres?
GARCIA – Antigamente o charuto era consumido por homens mais velhos. Hoje, os jovens e as mulheres também estão consumindo. É uma prova de que está mudando e isso aumenta o número de clientes.

 

“O Cohiba foi criado para o comandante Fidel presentear os chefes de Estado”

DINHEIRO – Qual é o momento ideal para se apreciar um bom charuto?
GARCIA – Isso depende. A escolha de um charuto é algo individual, particular. Você pode ser um aficionado e gostar de um charuto mais fino. Outro prefere um mais robusto. O mesmo ocorre com o acompanhamento. Há gente que prefere apreciar charutos com vinho e outros gostam mais de conhaque ou uísque. Tudo isso é muito pessoal. O que sabemos é que há um casamento entre uma boa bebida com um bom charuto. Os europeus preferem as bebidas quentes porque lá o clima é frio. Já em Cuba, a temperatura é alta e nem todos que fumam charuto bebem conhaque.

DINHEIRO – O que o senhor prefere?
GARCIA – Durante a refeição prefiro com um bom vinho. Depois, aprecio com uísque.

DINHEIRO – E os brasileiros, como se comportam?
GARCIA – Os brasileiros fumam em momentos de relaxamento. É um ritual, um passatempo. Já na Europa, as pessoas fumam no dia-a-dia a qualquer hora, enquanto caminham pelas ruas ou enquanto trabalham.

DINHEIRO – No Brasil, as pessoas sabem fumar charuto?
GARCIA – Sabem, o problema é que o tabaco cubano é caro e nem todos têm acesso ao produto. Os brasileiros fumam os produzidos na Bahia porque são mais baratos.

DINHEIRO – Qual é o charuto mais acessível da Habanos?
GARCIA – Estamos em todos os segmentos de mercado, do muito caro ao mais barato. O Cohiba, nosso top de linha, pode custar US$ 100 a unidade. O Guantanamera, o mais acessível, sai por R$ 12.

DINHEIRO – Como é o desempenho do grupo no Brasil?
GARCIA – Nós vendemos 1 milhão de charutos por ano. Ainda acho este número pequeno porque o potencial do mercado brasileiro é enorme. Agora, estamos reforçando nossa presença em eventos gastronômicos, restaurantes e hotéis de luxo. Até mesmo em postos de gasolina temos charutos à venda. Com isso, ganhamos novos clientes a cada ano. O mercado brasileiro cresce 15% ao ano.

DINHEIRO – O que falta para o consumo crescer no Brasil?
GARCIA – Combater o contrabando e a falsificação. Entram no País cerca de US$ 20 milhões sem pagar impostos.

DINHEIRO – Como distinguir o puro cubano de um falso?
GARCIA – Primeiro, deve-se verificar o selo de importador exclusivo. Há também um selo de Cuba na caixa. Outra dica é a forma de colocação dos charutos nas caixas. Devem ser do mesmo tamanho e as folhas de tabaco que o envolvem devem ter a mesma cor. Além disso, as anillas (os pequenos selos que identificam o fabricante em cada unidade) devem estar inteiramente voltadas para a frente.

DINHEIRO – E se o consumidor comprar apenas uma unidade, como ele distingue o verdadeiro cubano?
GARCIA – É bem difícil, pois os falsificadores se aprimoram cada vez mais. Nesse caso, só o conhecedor de charuto sabe identificar o verdadeiro cubano.

DINHEIRO – Quantos charutos são produzidos por ano?
GARCIA – São 300 milhões de unidades. Metade desse total é premium, que tem como destino as exportações e a venda interna para turistas e estrangeiros. A outra metade é para consumo dos cubanos. Eles fumam marcas inferiores, produzidas com tabaco de outras regiões. Para um país de 11 milhões de habitantes, o consumo é alto.

DINHEIRO – Qual é a participação de mercado da empresa?
GARCIA – Se incluirmos os EUA, o maior do mundo, temos uma participação de 30% no mercado premium. Se os excluirmos, porque não podemos vender devido ao embargo, aí nós temos 70% de participação.

DINHEIRO – Apesar do embargo, os charutos cubanos entram nos Estados Unidos por meio de contrabando. O senhor tem idéia de quantas unidades são vendidas?
GARCIA – Não conhecemos porque não vendemos, mas estima-se que entre 6 e 7 milhões de unidades entram nos EUA com marca cubana, tanto genuínos como falsificados. Os americanos gostam dos nossos charutos. Para se ter uma idéia, antes do ex-presidente John Kennedy assinar o embargo contra Cuba, ele mandou um assessor comprar mil unidades. Só depois que recebeu os charutos, ele assinou o embargo.

DINHEIRO – Quando o embargo cair a aceitação será enorme.
GARCIA – Lógico. O consumo anual de tabaco premium nos EUA é de 250 milhões de unidades por ano. Se este mercado abrir teremos uma fatia de, no mínimo, 50 milhões de unidades. O único problema é que há mais de 40 anos as pessoas fumam charutos de outros países, sobretudo da República Dominicana. Não é de uma hora para outra que elas mudarão.

DINHEIRO – Os dominicanos incomodam no mercado?
GARCIA – São nossos maiores concorrentes, principalmente a Davidoff.

http://www.terra.com.br/cgi-bin/index_frame/istoedinheiro/337/entrevista/index.htm


A Origem de Tudo

A origem do tabaco é fundamental para um produto premium.

 

A Origem de Tudo

Para se produzir um charuto é necessário muito mais do que um bom enrolador e tradição. A origem do tabaco é fundamental para um produto premium.

     Para se elaborar um charuto é fundamental ter a melhor matéria prima disponível. Das diversas variedades de fumo utilizadas para a confecção de charutos e cigarrilhas apenas algumas regiões do mundo apresentam um clima e solo próprio para este tipo de plantio.

Cuba
O tabaco cubano é conhecido como um dos melhores do mundo. A melhor região de plantio fica em Vuelta Abajo, parte do município de Pinar del Rio na parte oeste da ilha. Em geral o tabaco cubano é forte e tem gosto acentuado. As variedades mais conhecidas são a Criollo e a Corojo.

República Dominicana
A qualidade e variedade do tabaco produzido na República Dominicana melhorou consideravelmente nos últimos 20 anos. As regiões de plantio ficam próximas da cidade de Santiago onde estão os maiores fabricantes do país. A maioria do tabaco dominicano foi obtida com variedades cubanas, apesar disto ele não é tão forte, é mais complexo em sabor e pode ser utilizado para a criação de diversos tipos de blends.

Brasil
Os tabacos brasileiros provêm da Bahia, mais especificamente da região conhecida como Recôncavo Baiano. Nesta região predominam as variedades Mata Fina e Mata Norte. Bastante suave o tabaco é extremamente aromático próprio para quem está iniciando no prazer de degustar um charuto.

Equador
O Equador produz um tabaco de excelente qualidade, tanto para o miolo como para a capa do charuto. As variedades mais comuns são Connecticut e Sumatra. Nos dois casos o tabaco é mais suave do que os plantados em sua região original.

México
O vale de San Andrés é famoso mundialmente por sua variedade de tabaco Sumatra. As folhas mexicanas são utilizadas na sua maioria como miolo e capote dos charutos produzidos em outros países. Os produtores mexicanos utilizam 100% do tabaco mexicano na produção de seus charutos.

Estados Unidos
A maior plantação está localizada em Connecticut no vale que leva o mesmo nome e produz uma das melhores folhas de capa do mundo. A variedade Connecticut com sua elasticidade e cor marrom-amarelada é utilizada na confecção de alguns dos melhores charutos do mundo.

Camarões
Esta área no oeste da África e conhecida pela alta qualidade de suas folhas de capa. Nos últimos anos a produção sofreu com as condições climáticas adversas. A variedade Cameron é originaria da variedade Sumatra importada da Indonésia.

Indonésia
A variedade Sumatra provem das diversas ilhas que compõem o arquipélago da Indonésia. O tabaco normalmente conhecido como Java ou Sumatra produz folhas de capa com uma cor marrom intenso e tem sabores neutros. Suas folhas normalmente são utilizadas para confecção de charutos pequenos.


Para conhecer mais sobre o Universo dos Charutos

Os apreciadores de charuto, tanto os que já são habitués, quanto os iniciantes, certamente vão apreciar o Guia Completo do Charuto, de autoria de Anwer Bati, com tradução de Bárbara Theoto Lambert, lançado recentemente em São Paulo.

Uma obra completa sobre o assunto trazendo, em suas 256 páginas, a história do charuto, explicando como o tabaco é plantado, tratado e enrolado. 

O livro apresenta também as principais marcas e países produtores, os acessórios para aqueles que gostam de saborear um autêntico puro, além de uma parte dedicada aos famosos que apreciem essa arte nos diversos campos: política, cinema e literatura, entre outros.

Com um capítulo especial dedicado às mulheres, o Guia Completo do Charuto é ilustrado com fotos e mapas e traz, também, uma relação de endereços das principais charutarias do mundo.

No formato 12 x 21cm, cartonado e com miolo impresso em papel cuchê (colorido), este livro, distribuído com exclusividade pela Havana Cigars nas principais tabacarias do País.


CHIGARRILHAS - FUMAÇA FURTIVA

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ENQUETE SOBRE CIGARRILHAS


Cigarrilhas Dannemann

Conheça as diferenças
entre cigarrilhas e charutos
e escolha a marca de sua
preferência

Um segmento da indústria de fumo que mais tem crescido atualmente é o das cigarrilhas. Meio termo entre os cigarros e os charutos, elas ganham cada vez mais espaço entre os apreciadores que querem parar de fumar cigarros ou não tem capital para comprar um bom charuto. Outro motivo de seu sucesso é a dificuldade de se encontrar lugares e horário apropriados para se deleitar com um charuto mais avantajado.

O que são as cigarrilhas?

Esses "charutos em miniatura" são descendentes do cheroot, um charuto pequeno, muito popular na Era Vitoriana. As cigarrilhas, de acordo com os fabricantes, são produtos feitos a partir do fumo natural ou homogeneizado (mistura de pó de fumo, papel e glomerante), e com tamanho semelhante ao de um cigarro, tanto no comprimento quanto na bitola. Geralmente são feitos à máquina e não precisam ser umedecidos como os charutos, devido ao tipo de fumo que utilizam em sua elaboração.

Cigarrilhas Davidoff



Charuto x cigarrilha


Apesar de não terem a complexidade e o sabor de um habano, as cigarrilhas têm suas vantagens em relação aos "irmãos mais velhos:




  1. A maioria delas vêm em embalagens de lata ou papelão rígido, que facilita seu transporte sem risco de danificá-las.

  2. O aroma de uma cigarrilha é semelhante ao de um charuto, mas seu volume de fumaça é reduzido, o que permite ao fumante apreciá-la em locais onde o cigarro é aceito, mas o charuto, não.

  3. Além de produzir menos fumaça, sua mistura suave torna o aroma menos evidente do que o de um charuto comum.

  4. O tempo que se leva para fumar uma cigarrilha é reduzido —- cerca de 15 minutos, com queima lenta e uniforme (por causa de sua confecção perfeita, à máquina).

  5. As cigarrilhas não precisam ser colocadas em humidores e podem ser levadas a qualquer lugar sem preocupações com temperatura e umidade.


Para saber qual é sua cigarrilha favorita, o ideal é experimentar as diversas marcas disponíveis no mercado. As embalagens mais comuns são as de cartão grosso e as latas com 10 ou 20 unidades. O mais importante, porém, é não tentar comparar este produto com os charutos feitos manualmente: desfrute as cigarrilhas como elas são; fumos discretos e agradáveis.

Principais marcas

Importadas

Agio
Um dos grandes fabricantes de cigarrilhas, com variedade de opções para todos os gostos.
Principais produtos: Biddies (Aroma, Brasil e Sumatra) , Mehari`s (Sumatra, Brasil, Mild & Light e Mild & Sweet), Mini Mehari`s, Filter Tip, Senoritas Red Label, Elegant, Coronas e Aromas.

Davidoff
Levam o nome do charuto imortalizado por Zino Davidoff. São produzidos em Ny Kobing (Dinamarca) e em Eersel (Holanda).
Principais produtos: Mini Cigarillos, Mini Light, Long Cigarillos, Demi-Tasse e Long Panatelas.


Henry Wintermans
Desde sua introdução no mercado, em 1963, esta é uma das mais conhecidas e apreciadas linhas de cigarrilhas disponíveis. Fabricadas em Eersel (Holanda).
Principais produtos: Café Creme (na foto), Café Creme Mild, Café Creme Noir, Café Creme Filter Tips e Café Creme Oriental Selected.

Nacionais

Conheça as cigarrilhas brasileiras disponíveis no mercado. Com exceção da St. James, são todas aromatizadas (a Palomitas tem sabor de baunilha, por exemplo).

Palomitas: a mais tradicional, produzida pela Chaba-Charutos da Bahia
Talvis: a mais antiga (desde 1897), produzida pela empresa de mesmo nome
Dannemann Moods: empresa nacional cuja subsidiária alemã, a centenária produtora de charutos Dannemann, produz as cigarrilhas.
St. James: tipo clássico de cigarrilha, com piteira, produzida antigamente pela Souza Cruz. Recentemente, voltou a ser fabricada, agora pela baiana Menendez Amerino.


BENEFíCIOS DO CHARUTO COM CELOFANE

Charutos envolvidos em celofane têm diversas vantagens sobre os que não o possuem. Uma delas é a proteção no transporte e manuseio do produto, principalmente o manuseio que ocorre no ponto de venda por vendedores e clientes. 

Outro aspecto importante é a manutenção da umidade e preservação do aroma por um período mais longo, pontos fundamentais para os aficionados. Finalmente devemos ter em mente que o destino final do charuto é nossa boca e, portanto, o celofane, do ponto de vista de higiene, é perfeito. 

O celofane é um material que permite ao charuto “respirar”. Se você ainda não o fez, experimente degustar um charuto que estava envolto em celofane e um outro sem a proteção e perceberá uma diferença significativa.


ONDE COMPRAR SEU PRIMEIRO CHARUTO

  • Você que está se iniciando na arte de degustar charutos certamente já se perguntou como fazer na hora de comprá-los pela primeira vez. Qual o local mais adequado – tabacarias, lojas de presentes, restaurantes. Assim como é difícil para quem não conhece vinhos adquiri-los pela primeira vez, em função da diversidade de características e procedências, adquirir charutos é uma tarefa que exige certos cuidados.

  • O ideal é buscar uma casa especializada, uma tabacaria ou charutaria onde, em primeiro lugar, exista o cuidado fundamental com a conservação do produto. Charutos para se manterem em bom estado necessitam ser mantidos em temperaturas entre 18ºC a 20º C e umidade relativa do ar entre 70% a 75%.

  • Um segundo fator a ser observado diz respeito à diversidade de produtos com relação aos países de procedência e à variedade de tamanhos à sua disposição para a venda de unidades avulsas. O local deverá oferecer charutos cubanos, dominicanos e nacionais, entre outros países, além de uma grande diversidade de cigarrilhas e mini-charutos. Os acessórios para apreciadores destes produtos deverão também estar presentes – cortadores, porta-charutos, isqueiros, caixas-umidificadoras, entre outros.

  • O terceiro aspecto diz respeito ao atendimento dispensado a você. Procure avaliar o conhecimento técnico do pessoal de atendimento, sua atenção com relação às suas dúvidas e condição de iniciante. Procure também observar a organização dos produtos expostos em vitrines e prateleiras, a organização geral da loja, uniformização dos funcionários; detalhes que lhe ajudarão a formar uma opinião mais completa sobre o local com o qual você deverá, de preferência, estabelecer uma relação de confiança.

  • Algumas dicas são importantes nesta primeira compra. Escolha sempre um charuto totalmente feito à mão. Dê preferência aos nacionais, dominicanos ou jamaicanos, por serem mais suaves, portanto mais adequados para quem começa a degustar charutos; ao contrário dos cubanos, que possuem mais corpo e fortaleza. Não compre uma caixa de início. Escolha duas ou três marcas e experimente até chegar aos favoritos que mereçam investimento em uma caixa completa. O ideal é adquirir duas ou três unidades e apreciá-los em momentos diferentes para se chegar a uma opinião.



Pergunta da Semana

2004

22/nov Você gosta de algum formato de charuto pouco conhecido ou impopular? Em caso positivo, qual e por quê? Celso Nogueira
16/nov Você concorda que é possível identificar certos aromas ou personalidades em um charuto? Caso afirmativo, em média, quantos sabores e aromas diferentes já encontrou em um charuto degustado, e quais os mais frequentes? Augusto Silva
08/nov Um charuto de preferência, no formato ROBUSTO custo R$ 19,00 e o DOUBLE CORONA custa R$ 20,00, qual dos dois vc fumaria ?? PQ ?? Airton Guimarães
01/nov Você usa água destilada, aditivos ou algo especial no seu umidificador? Ou vai água da torneira mesmo? Faz diferença? Celso Nogueira
26/out Se você usa isqueiro tipo maçarico frequentemente, qual o motivo (gosto, praticidade, modismo, etc)? Se não gosta de utilizar, possui alguma reserva com relação a este sistema de acendimento? Por quê? Augusto Silva
18/out
Você já cortou um charuto (sem ser o Toscano ) no meio para fumá-lo ? Em que situação aconteceu ? Qual foi o resultado, gostou ?
Reinaldo Barrera
12/out Qual a situação mais inusitada (publicável neste grupo, por favor) que ocorreu com você, envolvendo charutos? Augusto Silva
01/out O gosto por charutos envolve sentidos além do paladar. Sendo assim, como objeto de apreciação e até de coleção as anilhas devem ser pensadas pelos fabricantes de forma detalhista, passando ao apreciador algo da qualidade e distinção do produto. Sendo assim qual a anilha que vc considera ser digna de nota. Hamilton Luiz
20/set
Se o seu filho (ou filha) quisesse  começar a fumar charutos com 14 ou 15 anos, você deixaria ou não?  e por quê?
Carlos Azevedo
13/set Como você descreveria o prazer de degustar um bom charuto? Fábio Ricardo Guarda
06/set Se o tabaco fosse proibido (toc toc toc), você pararia de fumar ou continuaria assim mesmo, arriscando-se a ser preso por uso de drogas? Augusto Silva
01/set Na sua opinião qual alimento combina com nossos puros e nossas bebidas? Ou nenhum alimento nessas horas (enquanto fuma/degusta)? Carlos Azevedo
23/ago Você prefere fumar seu charuto sozinho ou acompanhado  de outras pessoas? Marcos Komatsu
16/ago
A grande maioria possui diversas marcas e bitolas em seus umidores, mas qual 
o critério que cada um utiliza para escolher o "charuto do dia", o charuto 
que será fumado naquele momento?
Gustavo Alencar
08/ago Como Você descobriu a nossa Confraria ? Carlos Azevedo
02/ago Qual a sua lembrança do melhor momento que passou degustando um charuto? Carlos Azevedo
28/jul Que sabor(es) você busca em um charuto, e qual charuto mais satisfez seu paladar nesse sentido? Fernando/RS
18/jul Quem nunca passou por uma situação onde foi necessário "quebrar o protocolo" para poder degustar um charuto? Como foi esta situação? Elvis Negrão Fazzio
12/jul Se você pudesse escolher, qual o nome da música que melhor representaria (identificaria) o charuto? E o Cigar Club? Russo
6/jul Na sua opinião, qual é o charuto mais bem construído ? Por que ? Elvis Negrão Fazzio
28/jun Se o charuto estiver com defeito deve ser trocado ? Carlos Azevedo
20/jun Qual charuto mais forte que já fumaste? Carlos Azevedo
14/jun Quando, onde, como e qual foi o primeiro charuto que você fumou? Ademir Canhoto
8/jun Qual o presente relacionado a charuto que você mais gostou de ganhar ? Elvis Negrão Fazzio
29/mai De todos os charutos que você fuma, qual o seu preferido, o inseparável, o amigo do peito? E por que? Mauro Figueira
25/mai O que você particularmente acha das mulheres que fumam charuto? Isabelle Autran
19/mai Quando, onde em que circunstâncias começou o seu interesse por charutos? Glayton
10/mai Se fosse para escolher apenas uma marca/bitola de charuto, qual seria ? Carlos Azevedo
2/mai Quais os charutos premium nacionais que devem ser incluídos numa lista de qualquer charuteiro e por que ? Willy
26/abr O que fazem para tirar o "gosto" de charuto !!! Airton
19/abr Se os charutos não fossem tão caros, será que apreciariamos da mesma forma? Carlos Azevedo
5/abr Quantos e quais são os charutos que estão guardados no seu umidor ? Qual é o mais antigo ? Russo, Cabrini
29/mar Por que fumamos charuto? Carlos Azevedo
9/mar Qual é sua opinião sobre os charutos produzidos em Honduras? Que marcas você fuma/já fumou? Valéria
1/mar Qual foi o seu primeiro charuto Cubano? Klaus Meckien
23/fev Qual o charuto que você ainda não fumou, mas tem grande curiosidade, independente de preço e/ou dificuldade de obtenção?" Augusto Silva
15/fev Que charuto fumar e onde os confrades pretendem passar o carnaval? Fabio Mangolini
4/fev Qual é a caixa de charutos (cheia ou vazia) mais antiga que você tem ? César Adames
29/jan Na sua opinião porque o formato Robusto foi o mais votado? César Adames
19/jan Como você costuma transportar seus puros em viagens e para eventos sociais? Levi Oisiovici
12/jan Tirando problemas com Lazioderma qual foi o pior acidente que já aconteceu com seus charutos ? César Adames
02/jan Realmente qual foi o Charuto da virada? Castro

2003

25.08 > Você é fiel à tabacaria onde compra seus charutos ? Você  vai, onde o preço lhe convém? O atendimento é importante? A tabacaria realiza algum programa de fidelidade com você? Você é lembrado pela tabacaria, quando tem novidades, quando um charuto que vc gosta esta no fim ou pode ter seu preço alterado na nova remessa? Ou você  acha que você é mais um cliente, em vez de ser 'O' cliente?

01.09> Você já comprou charutos no exterior utilizando a Internet? Em que site você efetuou a compra? - Como foi o processo de envio?  Você ficou satisfeito com os charutos / preços? Teve algum problema no recebimento da mercadoria (apreensão de mercadoria)? Como resolveu?

15.09 > Qual é o seu charuto mais antigo no umidor? (não vale um único charuto guardado como recordação)

24.09 > Está lendo algum livro sobre charutos, no momento? Qual? - Costuma ler livros sobre tabaco, charutos ou cachimbos? De que tipo?

30.09 > Qual é a sua atividade preferida ao degustar um charuto ? Ouvir música, ler, ver TV ou se entregar ao charuto?

17.10 > Lugar ideal para a fumada ideal...

04.12 > Você coleciona algo referente à Charutos?

09.12 > Qual é na sua opinião o charuto ideal para quem está iniciando (só vale uma resposta)?

15.12 > Qual vai ser o seu charuto da virada 2003/2004?

22.12 > O atendimento já mudou sua impressão a respeito de uma tabacaria?