Palestra Charuto e Cachaça
Celso Nogueira e Maurício Maia

2006

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Caros confrades

 

Nossa apresentação ontem no Epicure foi um sucesso!

 Agradecemos o apoio e incentivo de todos, com destaque para a presença de Ricardo Suiter, representando a Diretoria. Segue relato detalhado.

 

Repito aqui o agradecimento que fizemos no início – a Cesar Adames, aos organizadores do Epicure, aos produtores que cederam as cachaças, à Menendez Amerino e ao pessoal da Lenat (Lea e Rodrigo), que emprestaram cinzeiros.

 

Demos início à degustação de cachaça com charutos às oito e quinze. O Mura e eu escolhemos cachaças pelo critério de origem: Bucco, do RS; Armazém Vieira, de SC; Seleta e Tabúa de MG (Salinas); Germana, de MG; mais uma do RN (esqueci...)  e outra da PB, Cigana.  Sete tipos, para acompanhar os Dona Flor Double Corona.

 

Aproveitamos lições da apresentação anterior. A parte inicial, de história e produção de cachaça, foi concisa. Ampliamos as referências a charutos, amarrando os dois elementos. Ajudou haver dois ou três entre os quinze aproximadamente presentes que eram iniciantes e fizeram várias perguntas básicas que abriram caminho para falarmos sobre tipos, formatos, força, elaboração etc.

 

Ficou bacana o paralelo entre cachaça premium e charuto premium, entre tabacos e destilados nacionais e importados. Demos uma bela puxada para nossa sardinha, tanto num caso quanto noutro.

 

Eu falei mais sobre charutos, e o Mura sobre cachaça, numa dobradinha bem-sucedida. Cada cachaça era descrita em detalhe ao ser servida – origem, tipo de madeira, tempo de envelhecimento e outros aspectos. Depois chamávamos a atenção para a performance perante cada charuto.

 

Encerramos a harmonização com um debate sobre cachaças e charutos nacionais, mais de duas horas depois, pois a feira estava acabando e iam trancar a gente lá dentro. A bateria de perguntas sobre cachaça e charuto deu bem a dimensão do interesse geral.

 

Além dos participantes pagantes (alguns do Cigar Club, um distribuidor de bebidas, um dono de restaurante, um jornalista etc.), tivemos a presença de donos e diretores das empresas que cederam as cachaças, como o diretor de exportação e marketing da Germana e o dono da Armazém Vieira. Eles acompanharam parte da exposição e elogiaram a iniciativa.

 

Quem se destacou foi o Achilles, confrade que além de ir levou mais três amigos.

 

Valeu o convite e o empenho de Cesar Adames, creio que não decepcionamos e ajudamos a divulgar o Cigar Club.

 

Abraços

 

Celso Nogueira

celsonog88@yahoo.com.br


HARMONIA & ÊXTASE

2004

Cachaças e Charutos Nacionais

II Congresso Brasileiro de Charutos 2004

Palestrantes: Celso Nogueira e Maurício Maia

 

Maurício Maia e Celso Nogueira abordaram o tema Harmonização de Charutos e Cachaças.

Agradecemos a presença dos confrades e o apoio recebido da Menendez Amerino (Charutos Alonso Menendez Reserva Especial), Marcelo Ceneviva (cachaças premium) e Ruimar, que se engajou e ajudou de mil maneiras na hora do sufoco. 

A prova de harmonização foi feita com cinco cachaças de primeira: Germana, Sapucaia Velha, Maré Alta, Armazém Vieira e Lua Cheia. Regiões bem representadas – MG, SP, RJ, SC. Madeiras variadas – araribá, carvalho etc.

Harmonia e Êxtase

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Arquivos da Palestra:

Harmonia e Êxtase - Slides

Etapas para a Produção

Harmonia e Êxtase

 


 

 

Reportagens Afins:



Reunimos um time de experts para avaliar as cachacas e aguardentes mais vendidas no pais

Por Cristina Bielecki
Ilustrações: Nik


A única bebida considerada típica do Brasil é a cachaça. E isso não é pouco. Assim como o vinho está para a França e o rum para o Caribe, esse destilado acompanha o samba e as mulheres e identifica o país. O esforço em criar uma boa imagem da bebida lá fora também aumenta seu consumo por aqui e melhora sua qualidade. Bares sofisticados têm carta de cachaça que indicam região, safra, envelhecimento e preços de doses chegando a 35 reais – batendo muita bebida importada, como alguns uísques escoceses.

Do Rio Grande do Sul à Paraíba, destilarias e alambiques somam uma produção de 1,3 bilhão de litros por ano – e quase tudo é consumido aqui. Apenas 1% é exportado, principalmente para países da Europa, como a Alemanha, um dos maiores consumidores de caipirinha, a segunda pedida depois da cerveja.

E, assim como misturar corintianos e palmeirenses dá discussão, a briga nesse departamento fica entre os produtores de cachaça e os da aguardente de cana. A cachaça de alambique é a bebida elaborada em alambiques de cobre, tem colheita manual de cana e processo de fermentação que leva de 15 a 30 horas, conforme explica Dirlene Maria Pinto, da Fenaca – Federação Nacional das Associações dos Produtores de Cachaça de Alambique. No processo de destilação da cachaça de alambique, a primeira fração e a última, ambas de 10%, são eliminadas. Elas são as partes ruins do álcool, que dão ressaca e dor de cabeça. "Na boa cachaça só está o coração – 80% do total do volume destilado", conta Dirlene. As cachaças de alambique, envelhecidas ou não em tonéis de madeira, têm maior riqueza de aromas e podem ser apreciadas puras.

Já nas aguardentes de cana, produzidas nas grandes indústrias, a colheita é feita com máquinas e o processo de fermentação é de apenas seis horas. O alto volume da produção faz com que a aguardente tenha um preço bem mais acessível. Muitas delas não custam mais do que 2,50 reais a garrafa. A aguardente de cana, branca, vai muito bem em batidas e coquetéis nos quais seu sabor concorre com o dos outros ingredientes.

De acordo com Maria das Vitórias Cavalcanti, do PBDAC – Programa Brasileiro de Desenvolvimento da Cachaça, o processo industrial tem melhor rendimento: cada tonelada de cana é transmudada em 170 litros de bebida. No alambique, a mesma tonelada rende 80 litros de cachaça.

As cachaças premium per- tencem a uma categoria que recebe um tratamento só dado aos bons vinhos. A produção é limitada – algumas têm garrafas numeradas – e os passos da fabricação são controlados com rigor. Chegam a custar 350 reais a garrafa.

São, portanto, bebidas com características bem diversas. Para preservar o rigor deste ranking, dividimos as 28 bebidas em três grupos e avaliamos cada um com seus critérios próprios.

Confira as notas
Excelente - acima de 90 pontos
Ótimo - entre 80 e 90 pontos
Muito bom - entre 70 e 80 pontos
Bom - entre 60 e 70 pontos
Abaixo da média - abaixo de 60

Nenhuma bebida chega à nota 100. Isso porque na avaliação são analisados diversos aspectos nas características visuais, olfativas e gustativas com muitas variações em cada amostra. Notas entre 80 e 90 podem ser consideradas excelentes para qualquer categoria de bebida.
 



Produção limitada e mais cuidadosa



GRM – Gosto Requintado Mundial
Nota 84
Região: Araguari (MG)
Produtor: Tropeira Rural
Preço: 125 reais

Lançada em Paris em 2002. É envelhecida dois anos em tonéis de carvalho, umburana e jequitibá-rosa. Excelente equilíbrio e harmonia. "Aroma herbáceo com toque de fruta e especiarias como canela", diz Mário Telles.

Piragibana
Nota 84
Região: Salinas (MG)
Produtor: Juventino Gomes de Miranda
Preço: 105 reais

Essa cachaça lidera o tempo de envelhecimento: 22 anos em tonéis de bálsamo e carvalho. Apresentou harmonia e boa persistência, segundo Ennio Federico: "Aroma de qualidade fina, intensa e agradável", constata.


Armazém Vieira Ônix
Nota 80
Região: Florianópolis (SC)
Produtor: Canafita
Preço: 203 reais

Vice-campeã também em envelhecimento: 16 anos em tonéis de ariribá. Boa qualidade de aroma, com toques de baunilha. "Na boca, bom corpo, integrado com a madeira", constata Rafael Ribeiro da Luz Jr., da ABS.


Germana
Nota 78,7
Região: Nova União (MG)
Produtor: União Agropecuária – Sérgio Caetano & Filhos
Preço: 350 reais

Na produção só se utiliza 60% do destilado. Essa cachaça envelhece dez anos em tonéis de bálsamo e de carvalho. Bem equilibrada e harmônica, a amostra apresentou aroma muito intenso – "mentolado", para Luz Jr., e boa maciez no paladar.


Anísio Santiago
Nota 76,5
Região: Salinas (MG)
Produtor: Anísio Santiago
Preço: 221 reais

A antiga Havana é um ícone no país. Anísio Santiago, o criador, não registrou o nome, hoje propriedade do rum Havana Club. Envelhece em barris de bálsamo por cinco anos. Aromas muito intensos e presença agradável de madeira, segundo Oswaldo Vasconcelos.


Alambique de Barro
Nota 69,8
Região: Santa Rita do Passa Quatro (SP)
Produtor: Guilherme Brant da Silva Carvalho
Preço: 170 reais

O alambique de cerâmica, diz o produtor, assegura o sabor e o aroma sem interferência do cobre e madeira. "Boa qualidade", diz Erwin Weimann, "mas ficaria melhor com o envelhecimento em madeira".
 
 

 


Samba & Cana
Nota 75,6
Região: Lagoa Santa (MG)
Produtor: Cooperativa da Cachaça de Minas
Preço: 17,90 reais

Blend de cachaças que passam seis meses em tonéis de jequitibá- rosa para baixar a acidez e adquirir maciez. "Aroma, corpo, retrogosto em equilíbrio", avalia Ennio Federico.


Vale Verde
Nota 73,2
Região: Betim (MG)
Produtor: Fazenda Vale Verde
Preço: 19,90 reais

A filtragem em camadas de carvão de raiz e nós de pinho mais três anos em barris de carvalho retiram a acidez e amaciam o sabor da vice-campeã. "Cor palha com toques dourados, álcool equilibrado e um final redondo e agradável dado pela madeira", comenta Rafael Ribeiro da Luz Jr.


Reserva do Gerente
Nota 72,4
Região: Ponta da Fruta, Guarapari (ES)
Produtor: A. Belizário
Preço: 21,90 reais

Desde 1986, Ademar Belizário produz sua Reserva do Gerente em um sítio em Ponta da Fruta. Se saiu muito bem no ranking com essa cachaça envelhecida cinco anos em barris de carvalho. Para Federico, aroma, sabor, corpo e maciez são ótimos.


Velho Pescador
Nota 71,8
Região: Osório (RS)
Produtor: Fazenda Maribo
Preço: 21,30 reais

A produção é limitada em 30 mil litros/ano e envelhece um ano em barris de carvalho. Para Erwin Weimann, apresentou-se límpida, com acentuada cor amadeirada, boa oleosidade e sabor equilibrado. "E redonda no final graças à madeira na medida certa", segundo Luz Jr.


Volúpia
Nota 70,4
Região: Alagoa Grande (PB)
Produtor: Agro Industrial Lagoa Verde
Preço: 15,50 reais

Segundo o produtor, esta é amaciada em barris de freijó de 10 mil e 30 mil litros, já que a legislação só considera envelhecida a cachaça que passa pelo processo em barris de no máximo 700 litros. "Ótima", segundo Claive Vidiz.

Maré Alta
Nota 70,4
Região: Fazenda do Corisco, Paraty (RJ)
Produtor: Alambique Maré Alta do Príncipe Dom João de Orleans e Bragança
Preço: 38 reais

No Brasil colônia, havia 250 engenhos. A região mantém a fama. Produzida no alambique do príncipe Dom João, esta é safrada e tem garrafas numeradas. Envelhece três anos em carvalho. "Belo retrogosto e maciez", avalia Telles Jr.


Abaíra
Nota 70
Região: Chapada Diamantina (BA)
Produtor: Assoc. dos Prod. de Cachaça da Microrregião de Abaíra (BA)
Preço: 9 reais

A Abaíra é envelhecida três anos em carvalho. Segundo Luz Jr., a amostra límpida e brilhante, com aroma de média intensidade e boa persistência, é redonda e com um retrogosto agradável lembrando rapadura.


Armazém Vieira Esmeralda
Nota 69,8
Região: Florianópolis (SC)
Produtor: Canafita
Preço: 25 reais

A cachaça é envelhecida por quatro anos em antigos tonéis de ariribá, madeira do litoral catarinense. "Macia e agradável", segundo Telles. Para Weimann, boa oleosidade e aroma com lembrança de cana.


Seleta
Nota 69,6
Região: Salinas (MG)
Produtor: Seleta e Boazinha
Preço: 10,90 reais

Envelhecida dois anos em umburana. Na prova, a madeira se mostrou muito pronunciada. "Mas tem um final agradável – talvez o contato com a madeira tenha sido excessivo", comenta Luz Jr. No aroma, traços de canela em pó fina e gengibre foram percebidos por Telles.


Germana
Nota 69,4
Região: Nova União (MG)
Produtor: União Agropecuária – Sérgio Caetano & Filhos
Preço: 17 reais

Envelhecida em tonéis de bálsamo e de carvalho por 30 meses. A garrafa é protegida da luz por folhas de bananeira. É exportada para a Inglaterra. "Apesar do aroma alcoólico, é macia no paladar", diz Federico.

10º
Atitude
Nota 64
Região: Anicuns (GO)
Produtor: Agroindústria Ary Valadão
Preço: 10 reais

O produtor começou no negócio aos 14 anos, levando a cachaça produzida no município de Anicuns para vender na capital. Na análise de Weimann, é límpida, com oleosidade razoável e acentuada cor amadeirada: "Aroma equilibrado e discreto", comenta.

11º
Salinas
Nota 62,25
Região: Salinas (MG)
Produtor: Heleno Medrado Fernandes
Preço: 8,90 reais

Esta é a única cachaça de Salinas que pode usar o nome da região, patenteado pelo produtor. Envelhece de um ano e meio a dois anos em barril de bálsamo. "Na prova mostrou uma sensação alcoólica muito intensa", segundo Federico
 

 
 


Caninha 21
Nota 69,75
Região: Pirassununga (SP)
Produtor: Ind. de Bebidas Pirassununga
Preço: 21 reais

Imigrantes italianos, em 1921, produzem a Caninha Especial Pirassununga 1921 em tonéis de jequitibá-rosa e fazem a fama da cidade. "Densidade, oleosidade e transparência notáveis", diz Derivan Ferreira de Souza.


Oncinha
Nota 68,6
Região: Ourinhos (SP)
Produtor: Tropeira Rural
Preço: 2,50 reais

Em 1918, em Ourinhos, um caçador visitava os botecos da cidade, com um filhote de onça. A oncinha virou nome de aguardente de qualidade: incolor e límpida, com boa densidade: "O álcool aparece de forma agradável, e na boca apresenta equilíbrio", comenta Luz Jr.


Caninha 51
Nota 68
Região: Pirassununga (SP)
Produtor: Companhia Müller
Preço: 3 reais

Também da região de Pirassununga, é uma das mais conhecidas no país. "Densa e macia, mostrou boa persistência aromática e gustativa", avalia Federico. "Límpida e com leve aroma de cana", para Weimann. O conhecido slogan "uma boa idéia" surgiu em 1979.


Ypióca
Nota 66,8
Região: Maranguape (CE)
Produtor: Ypióca
Preço: 5 reais

Está no mercado há 154 anos, desde quando seu fundador chegou ao Ceará vindo de Portugal. "Ótima", segundo Vidiz. Luz Jr. anotou um aroma de média intensidade com um certo perfume: "Na boca mostra equilíbrio, e o álcool, apesar de excessivo, não incomoda", diz.


Villa Velha
Nota 64,2
Região: Pirassununga (SP)
Produtor: Ind. de Bebidas Pirassununga
Preço: 2,50 reais

É do mesmo produtor da Caninha 21. Apresentou bom corpo, aroma persistente, brilhante, bem equilibrada e com boa qualidade gustativa, segundo Federico. "Límpida, tem características de aguardente de coluna, levemente adocicada", comenta Weimann.


Pitú
Nota 64
Região: Vitória de Santo Antão (PE)
Produtor: Ind. de Bebidas Paris
Preço: 4 reais

A empresa foi fundada em 1938. Pitú, um camarão de água doce, vem do nome do riacho que resfriava os alambiques da primeira fábrica. Em 1974 passou a ser destilada em coluna. Apresentou aromas com intensidade média, bom equilíbrio e retrogosto longo.


Caninha da Roça
Nota 62,8
Região: Rio das Pedras (SP)
Produtor: Ind. de Bebidas Paris
Preço: 2,50 reais

Do mesmo produtor da Pitú, a marca surgiu em 1971 em Rio das Pedras, próximo a Piracicaba (SP), e é uma das mais conhecidas no Rio de Janeiro. Na prova, apresentou boa intensidade aromática e notável limpidez.


Jamel
Nota 62,4
Região: Jandaia do Sul (PR)
Produtor: Missiato
Preço: 3 reais

Empresa fundada na década de 50, em Santa Rita do Passa Quatro (SP). Há dez anos, uma cisão separou a produção da Jamel em Jandaia do Sul (PR) e a da Caninha 61 na fábrica paulista. Mostrou densidade média e boa limpidez, segundo Weimann.


Velho Barreiro
Nota 62,2
Região: Rio Claro (SP)
Produtor: Ind. Reunidas Tatuzinho – 3 Fazendas
Preço: 3 reais

A Tatuzinho, de 1909, lança a Velho Barreiro em 1975. A bebida é armazenada em tonéis de jequitibá-rosa com capacidade para 1 milhão de litros. Foram notados aromas de média intensidade, vegetais e herbáceos.

10º
Caninha 61
Nota 62
Região: Santa Rita do Passa Quatro (SP)
Produtor: Missiato
Preço: 3 reais

A empresa tem origem na dos mesmos produtores da Jamel e produz essa caninha no interior paulista. A marca é de 1961. Foi notada densidade e limpidez. "O aroma, apesar de pouco intenso, mostrou um certo toque resinoso e floral", diz Luz Jr.
 

 
O teste
As cachaças de alambique foram selecionadas entre as mais vendidas, segundo pesquisa de volume de vendas feita pela Federação Nacional das Associações dos Produtores de Cachaça de Alambique. As aguardentes de cana escolhidas entre as mais vendidas do ranking da AC Nielsen. As premium foram selecionadas pela redação.

As marcas foram sorteadas e a degustação foi às cegas, isto é, ninguém sabia qual marca estava provando – as amostras, indicadas por números nos copos apropriados para degustação de destilados, foram servidas em dois painéis, com intervalo de 15 minutos entre cada um. Para recuperar o paladar, os degustadores foram servidos de água e fatias de pão.

Foi distribuída uma ficha para pontuar as características de cada amostra, e os degustadores orientados a não fazerem comentários durante o teste. A classificação foi feita pela média das notas, eliminando-se as notas extremas: maiores e menores. A degustação foi no hotel Grand Hyatt, em São Paulo.

Na ficha de avaliação elaborada por Playboy são pontuadas as características visuais, olfativas e gustativas de cada amostra. A primeira observação é a análise visual: a densidade, oleosidade, transparência e limpidez são fundamentais na avaliação. Uma amostra turva, por exemplo, indica defeito na fabricação. E a densidade das lágrimas que formam um colar no copo, a boa qualidade da bebida. O exame olfativo avalia a qualidade, intensidade e persistência. No aroma, são notados o frutado e, nas bebidas envelhecidas, madeira. O aroma e gosto alcoólico não devem ser acentuados, e assim como a acidez, amargor e adstringência, não agredir na boca. A qualidade da bebida também é avaliada pelo tempo que o sabor permanece, sem causar sensação desagradável de ardência. O equilíbrio e harmonia entre todos esses aspectos garantem bom resultado na avaliação.

Os degustadores: Claive Vidiz, especialista em uísque e destilados; Derivan Ferreira de Souza, barman; Ennio Federico, enófilo; Erwin Weimann, químico com especialização em destilados, e pelos profissionais da ABS-SP (Associação Brasileira de Sommeliers): Mário Telles Jr., Oswaldo Vasconcelos e Rafael Ribeiro da Luz Jr.
 

capa
 

 

 

http://playboy.abril.com.br/guiadohomem/bebidas/ranking_cachaca.html