Don Porfírio
Fundação: 1999
Fábrica:
Procedência do Tabaco: Os charutos DON PORFÍRIO começaram sua história em 1999, quando o Sr. Mário César Gonzalez e a Sra. Cecília Garcia conheceram o charuteiro cubano Diógenes Puentes que tinha emigrado para Brasil. A situação da economia brasileira sugeria buscar novas alternativas de negócio, pois o mercado internacional atravessava uma grande crise e isto havia afetado de maneira negativa a empresa de César e Cecília, que se dedicavam ao comércio internacional de metais. Assim decidiram fundar uma fábrica de charutos no interior de São Paulo, pois como apreciadores foi um sonho que sempre os perseguiu e acreditavam que aqui existiam as condições necessárias para fazê-lo.
Tomada a decisão, viajaram ao interior da Bahia onde são produzidos os melhores fumos para a fabricação de puros do Brasil. Lá conheceram o Sr. Felix Menendez e o Sr. Arturo Toraño da empresa Menendez & Amerino, que lhes acolheram muito bem e lhes orientaram sobre as características do fumo brasileiro, e deram as facilidades para os primeiros passos no início da fábrica.
Diógenes Puentes ocupou-se com a escolha da matéria-prima, com a preparação do blend e treinamento do pessoal que iria trabalhar na fábrica. César e Cecília se encarregaram da gerência da fábrica e da criação das condições imprescindíveis de trabalho e começaram a dar forma a aquele sonho.
No início os charutos foram chamados de González Garcia (GG), sobrenomes dos fundadores e proprietários. Esses primeiros charutos feitos foram da bitola Panetelas, pois eram os moldes que tínham. Pouco tempo depois o Sr. César encontrou a forma de fabricar moldes para vários tipos de charutos e passaram a fabricar Churchil, Coronas Gordas, Belicosos e outros formatos que o mercado exige, além de passar a fornecer molduras de excelente qualidade para a empresa que ao inicio nos forneceram as primeiras. Hoje é um dos negócios que a fábrica oferece a interessados em produzir os mais variados formatos de charutos.
Na opinião dos fumadores os puros eram de excelente qualidade, mas não tivemos a sorte de introduzi-los no mercado com sucesso. Apesar da boa crítica, demonstrou que o trabalho ia ser mais difícil do que se pensava. Fizeram vários intentos através de eventos e distribuidores que prometiam sucesso mas nunca apresentaram resultados efetivos. Isto levou aos donos a buscar um nome diferente e surgiu a idéia de DON PORFÍRIO.
A idéia foi bem acolhida, pois o nome assemelhava-se a palavra "Porfiado" que em espanhol significa "Teimoso". Isto deu um novo ímpeto a fábrica pois combinava realidade e força. Foram realizados novos intentos de introdução no mercado e um marketing mais agressivo, anilhas diferentes e embalagem mas sofisticadas. As pessoas gostavam e se mostravam interessadas em fumar, mas as tabacarias ainda não se atreviam a por um novo produto em suas prateleiras. Isto fez que o custo, tempo e dinheiro fosse muito alto. Os fundadores tiveram que parar com o trabalho que vinha sendo realizado e onde se depositaram tantos sonhos, pois a demora para colocar o puro no mercado causou um desgaste irreparável.
Diogenes optou por continuar pois não tinha outra escolha, era o que melhor sabia fazer e acreditava que ainda havia uma chance. Conseguiu colocar parte do estoque que havia sobrado no mercado e com isso conseguiu comprar matéria prima novamente, contratar novos funcionários e mesmo em menor escala a fábrica continuava a produzir, e ganhava seu pequeno espaço no mercado.
Diógenes havia aprendido a conhecer os segredos de fabricar puros em Cuba com sua família por parte de pai, principalmente com o seu avó Carlos Puentes (a quem fizeram uma homenagem recentemente), que o induziu a conhecer essa arte desde jovem. O velho fazia os seus chautos em casa e os novos aprendizes também praticavam enrolando puros para ele e seus amigos, mas não era um negócio com fim lucrativo na época. Com o passar do tempo por causa das necessidades em que se vive em Cuba, passou a fabricar puros para sobreviver, mas como este era um negócio proibido no País, começou a trabalhar na fábrica Romeo y Julieta, onde se fez especialista em fabricar charutos figurados, especificamente na galera dos charuto Cuabas, onde fabricou os formatos Exquisitos e Generosos. Experiência esta, que depois aplicou na fábrica Don Porfírio com a produção de figurados como os Belicosos, Puentes e Simone & Pimienta (este último procura chamar a atenção das mulheres).
Em 2002 a fábrica se encontrava numa situação muito difícil quando finalmente conseguiu entrar no mercado com os charutos Belicosos, Coronas Especiales e Coronas Premium. Formatos que fazem parte da linha regular da empresa pois já ganharam seu lugar entre os apreciadores de DON PORFÍRIO. Mesmo assim o caminho tem sido cheio de obstáculos. Em 2004 tiveram que parar por dez meses por ter dificuldades para comprar a matéria prima que vem da Bahia e só recomeçou em novembro de 2004 mês em que fizeram sociedade com investidores que apostaram no produto.
Atualmente a fábrica enfrenta o desafio de crescer sem que isto afete a qualidade o que sempre foi primordial em sua política empresarial desde sua idealização e priorizando em todos seus projeto ao consumidor brasileiro pois acredita que o mercado internacional só se conquista oferecendo com orgulho o que o povo gosta.
Hoje Diógenes Puentes é o responsável pela produção, sua esposa Wilma Simone pela comercialização, os sócios participam da administração e no crescimento da empresa. Um trabalho em equipe que pretende poder atender de forma satisfatória a crescente demanda nacional e posteriormente ampliar seus negócios ao exterior. Os senhores Gonzalez e Garcia continuam a oferecer toda sua valiosa experiência no ramo do negócio para a fábrica sempre que precisar e veem com orgulho o desenvolvimento do que tanto sonharam.
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