
O segmento da indústria de fumo que mais vem crescendo atualmente é o das cigarrilhas.
Meio termo entre os cigarros e os charutos, elas vêm ganhando cada vez mais espaço entre os apreciadores que desejam parar de fumar cigarros ou não estão dispostos aos altos preços dos bons charutos.
Descendentes do cheroot, um pequeno charuto, muito popular na Era Vitoriana, as cigarrilhas estão se popularizando também pela dificuldade de encontrar lugares e horas adequadas para fumar um charuto.
As cigarrilhas são feitas com fumo natural ou homogenizado (mistura de pó de fumo, papel e glomerante) que tenham o tamanho semelhante ao de um cigarro, tanto no comprimento quanto na bitola.
Devido ao tipo de fumo utilizado na elaboração, as cigarrilhas são produzidas em máquinas e não têm necessidade de serem umedecidas como os charutos.
Apesar de não terem a complexidade e sabor de um charuto, as cigarrilhas têm as suas vantagens em relação aos seus irmãos mais velhos.
A maioria vem em embalagens de lata ou papelão rígido, o que facilita o seu transporte sem risco de dano ao produto.
O aroma é semelhante ao de um charuto, porém o volume de fumaça é reduzido, o que possibilita fumá-la em locais onde se aceita o cigarro e o charuto não.
Além de produzirem menos fumaça, sua mistura suave faz com que o aroma seja menos evidente que o de um charuto. O tempo para consumo é reduzido, algo em torno de quinze minutos, com queima lenta e uniforme.
O processo de elaboração de uma cigarrilha é totalmente diferenciado de um charuto.
O processamento do fumo a seco, utilizado, faz com que o fumo seque durante a fabricação.
Muitas cigarrilhas não usam folha de tabaco como capa e capote, elas são substituídas pelo "fumo homogenizado".
Em seu interior, o fumo é sempre picado, diferente dos charutos que utilizam folhas de tabaco inteiras.
As primeiras fábricas de cigarrilhas surgiram na Holanda, onde até hoje seguem processando o fumo a seco, lhe conferindo um sabor quase torrado. Por utilizar máquinas em sua produção, as cigarrilhas têm seu miolo mais prensado do que de um charuto, criando uma pressão adequada que irá causar uma puxada mais uniforme.
As variedades de fumo utilizados na elaboração de uma cigarrilha podem variar muito. O aspecto da cor da capa, no entanto, quase sempre é uniforme, devido a uma rigorosa seleção das folhas de tabaco.
Não espere encontrar nas cigarrilhas a mesma variedade de cores encontradas nos charutos.
Capas feitas com tabaco brasileiro tendem a ser mais escuras e saborosas que as capas mais claras da variedade sumatra.
Muitos fabricantes oferecem o mesmo blend interno, trocando apenas a variedade usada para capa.
Diversos fabricantes de charutos de primeira linha também produzem pequenos charutos e cigarrilhas, principalmente o Cohiba, Montecristo, Macanudo, Partagas e Davidoff. Estes mini charutos e cigarrilhas são produzidos com as sobras das folhas utilizadas na composição dos charutos regulares.
A cigarrilha é muito popular na Europa e até hoje, os grandes fabricantes são holandeses (Agio, Panter, Schimmelpennick, Café Creme), alemães e suíços (Villiger). No Brasil, temos a Chaba (Charutos da Bahia) produzindo a tradiconal Palomitas e a Menendez & Amerino com a St. James.
Para descobrir qual é a sua cigarrilha favorita, o ideal é experimentar as diversas marcas disponíveis no mercado.
As embalagens mais comuns são de cartão grosso e latas com 10 ou 20 unidades.
Mas o mais importante é não tentar comparar este produto com os charutos feitos a mão.
Desfrute das cigarrilhas como elas são: fumos discretos e agradáveis.

Estar em Paris é um grande prazer.
Comer em seus bistrôs, beber seus vinhos e champagnes, e se possível fumar um bom charuto.
Selecionamos
um roteiro das melhores tabacarias da Cidade Luz e até um museu inteiramente
dedicado ao tabaco. Confira:
A La Civette - 157, Rue Saint-Honoré, tel (0033) 1 4296-0499
Esta é a tabacaria mais antiga de Paris. Fundada em 1761, já recebeu a visita
de várias personalidades francesas, inclusive do general Charles de Gaulle. O
dono da tabacaria, Patrice Viot, segue os fundamentos de Zino Davidoff,
dedicando atendimento personalizado à apresentação dos charutos e à sua
grande clientela. Depois da compra, aproveite para tomar um cafezinho no Café
de la Comédie, ao lado.
La Casa del Habano - 169, Boulevard Saint-Germain, tel (0033) 1 4549-2430
Templo do charuto cubano fundado em 1994 por Louis-Gérard Biret. Faz parte da
cadeia de lojas internacionais La Casa del Habano e, por isso, tem estoque e
variedade de legítimos habanos. A casa engloba uma tabacaria, um restaurante,
um bar e um clube, além de possuir um pequeno museu de peças raras ligadas ao
mundo do tabaco. Ao lado dela, um ícone francês, a loja S.T. Dupont onde se
pode adquirir um cortador ou um bom isqueiro para combinar com o seu charuto.
La
Boutique 22 - 22, Avenue Victor Hugo, tel (0033) 1 4501-8141
Endereço onde se pode encontrar os charutos dominicanos Davidoff e uma grande
variedade de cubanos. O proprietário, Francis-Michel Mathieu, dispõe de vários
artigos de luxo, de griffes como Cartier, Dunhill, Dupont e Yves Saint-Laurent.
O atendimento é feito somente por mulheres.
Tabac George V - 22, Avenue George V, tel (0033) 1 4723-4475
Localiza-se quase em frente ao Champs-Elysées. Seu proprietário, Maurice
Sermet, oferece uma ampla variedade de charutos cubanos, dominicanos e
hondurenhos. Os aficionados mais exigentes encontrarão ali jóias como o
Montecristo A, o Partagás Lusitánias e praticamente todas as marcas na bitola
Churchill.
Lemaire - 59, Avenue Victor Hugo, tel (0033)1 4500-7563
O estoque de charutos é um dos melhores de Paris. Sob o comando de Guy Pihan, a
casa oferece charutos e uma ampla gama de artigos para fumantes, especialmente
para apreciadores de cachimbo.
Museu Galerie de La Seita - 12, Rue Surcouf - Tel (0033) 1 4556-6017
Museu com acervo sobre a história do tabaco e seus usos. Além disso, tem
documentos e peças sobre as fábricas de cigarros franceses. Uma das atrações
do museu é o umidor que pertenceu a Napoleão Bonaparte. Horário de
funcionamento: das 11 às 19 horas.

Toda cidade possui bares, cafés ou restaurantes que a caracterizam.
A capital de Cuba, Havana, ostenta bares entre os mais famosos do mundo, como o La Bodeguita del Médio e o Floridita.
Com
estilo em extinção, eles são únicos, carregados de história e toques de
nostalgia que convidam a uma boa conversa e a um ótimo charuto.
La Bodeguita del Médio
Ao lado da catedral, no centro histórico de Havana, esse é um dos mais conhecidos.
Conserva um ar de bar antigo, relembrando as origens de 1942, quando se chamava La Complaciente.
Situado no meio da quadra, e não na esquina, ganhou de escritores e jornalistas o apelido de "bodeguita del médio", ou o botequinho do meio.
Um dos mais importantes poetas cubanos, Nicolas Guillén, elegeu-o como o seu favorito. Seu drink - unanimidade na ilha - é o Mojito, com mais de cem anos.
A frase de Ernest Hemingway traduz o espírito: "My Mojito in La Bodeguita. My Daiquiri in El Floridita".
* Calle Empedrado, 207, entre San Ignácio y Mercaderes
Floridita
No limite do que já foi a muralha da cidade está o La Floridita, um dos sete
bares mais famosos do mundo desde 1953, segundo a revista norte-americana "Esquire".
Inicialmente La Piña de Plata, mudou de nome para La Florida, inscrição que ainda consta na fachada do prédio.
Com o tempo ganhou o apelido carinhoso de Floridita.
Teve entre seus barmans Constantino Ribalaigua, que virou o proprietário.
Ribalaigua deu nova interpretação a um drink da casa conhecido como Canchánchara criando o Daiquiri.
Imortalizado por Hemingway, o drink transformou-se em emblema nacional.
Ao receber o Nobel de Literatura em 1954, o autor de "O Velho e o Mar" foi homenageado com um busto diante do banco em que bebia o Daiquiri.
*
Obispo 557 esquina a Monserrate

Em uma mesa de seleção de cores de qualquer fábrica de charutos podemos encontrar até 65 matizes diferentes.
Esta variação tão grande se deve ao tempo que a folha ficou secando naturalmente para, de uma cor inicial verde, atingir o marrom.
Para efeitos de classificação, costuma-se dividir estas 65 cores em seis grupos:
Como qualquer outro tipo de charuto, a variedade Maduro tem crescido muito ultimamente.
Em um teste recente, a revista norte-americana "Cigar Aficionado" testou cerca de 83 marcas, todas com sua cor característica.
Para que a coloração da folha de capa atribua ao charuto a classificação de Maduro, dois processos podem ser utilizados: cozinhar em fornos ou panelas de pressão as folhas que servirão de capa até que atinjam a cor esperada; ou aguardar o tempo de fermentação, período em que as folhas são colocadas em pilhas, liberando amônia e nicotina quando atingem a temperatura de 42°C.
No caso da coloração Maduro, a fermentação é mantida por mais tempo aumentando o calor de modo que a folha queime e fique mais escura.
Existe ainda um terceiro método para criação de um Maduro que utiliza uma variedade de tabaco conhecido como Connecticut Broadleaf, o qual produz uma folha muito escura após o envelhecimento.
O processo que se segue após a obtenção deste tipo de folha de capa é idêntico aos demais charutos no que diz respeito a sua elaboração em uma linha de produção, podendo ser apresentados em vários formatos de Double coronas (19,37 cm de comp. por 1,95 cm de diam) a coronas (13,97 cm de comp. por 1,67 cm de diâmetro).
A maior produção de maduros está hoje localizada no México, Honduras, Nicarágua, Panamá, Republica Dominicana e também no Brasil.
Não se tem notícia de que os cubanos produzam um charuto Maduro.
Entretanto, podemos encontrar alguns charutos como o Partagas Serie D N° 4 (12,4 cm de comp. X 1,98 cm de diam.) ou o Montecristo N° 2 (15,6 cm de comp. X 2.06 cm de diam.) que, por terem capas muito escuras, podem vir a ser confundidos com um Maduro.
Em geral charutos maduros oferecem uma ampla linha de sabores não fazendo jus à idéia de que sempre charutos escuros são mais fortes que os claros.
De fato, alguns se
encontram na categoria de fracos para médio sabor, com toques de temperos doces
e nuances amadeiradas.

Tudo que tem a ver com o paladar é subjetivo.
Esta afirmação também vale para os charutos, que uns preferem mais suaves, enquanto outros preferem mais encorpados.
Na verdade, os fatores que levam à escolha de um charuto dependem da "força" do prato servido na refeição, do nosso estado de ânimo, do sabor que procuramos.
Buscamos variedade e, por isso, nem sempre fumamos o mesmo charuto.
Um dos grandes mestres no mundo dos charutos foi Zino Davidoff, falecido em 1995, que dizia que há uma ocasião para cada charuto e há um charuto para cada ocasião.
Vem daí, por certo, a variedade interminável de sabores, tamanhos e diâmetros, ou seja, de bitolas, que existem no mundo dos charutos. Discutir os méritos de um sobre o outro, por sinal, faz parte do prazer de fumar.
De
todo modo, existem algumas regras gerais que convém observar na escolha do
charuto mais apropriado para cada hora do dia. Abaixo algumas sugestões para
cada período:
Começamos pela manhã - As horas da manhã combinam melhor com um charuto mais leve, de preferência um Panatela, que se fuma rápido e não irá incomodar o paladar. Este tipo de charuto é também recomendado para mulheres a qualquer hora do dia. Sugestões: Cohiba Panetelas, Montecristo Joytas, Montecristo No. 5, Davidoff Ambassatrice, Macanudo Ascots e Don Pepe Slim Panatela.
Após o almoço - Devemos escolher o charuto que melhor combine com a comida servida. Se a refeição teve carnes e molhos fortes, escolha um charuto mais pesado e encorpado. Lembre que o charuto pós-almoço não deve interferir na sua capacidade de trabalho, especialmente durante a semana. Sugestões: Montecristo No. 1, Partagas 8-9-8, Hoyo de Monterrey Epicure No. 1, Macanudo Duke of Devon, Alonso Menendez 8-9-8, Davidoff Special "R".
Para o fim de tarde - Assim como pela manhã, caem melhor os charutos leves. É importante ressaltar que não se deve fumar mais que um ou dois charutos médios entre o almoço e o jantar. Seja cuidadoso, pois fumar demais irá destruir suas habilidades para diferenciar gostos e aromas. Sugestões: Montecristo No. 4, Romeo y Julieta Cedros de Luxe No. 3, Macanudo Petit Coronas, Dona Flor Robusto.
Charutos
para depois do jantar - Depois das tradicionais bebidas como licor,
conhaque, porto ou café forte, vem a hora de degustar um excelente charuto.
Geralmente deixamos para após o jantar um charuto no padrão Churchill ou
Double Corona que irão proporcionar mais de hora e meia de prazer e satisfação.
Caso você queira fumar mais que um charuto após o jantar, lembre-se de fumar
primeiro o mais suave e depois o mais forte, para evitar que o sabor de um deles
seja perdido. Sugestões: Cohiba Lanceros, Partagas Lusitánias, Romeo y Julieta
Churchill, Cohiba Esplendidos, Davidoff Aniversário No. 1, Dona Flor Double
Corona.

Para uma cidade contra o fumo, o Club Macanudo é sem dúvida o mais popular cigar bar de New York.
O clube foi criado em 1995 por Edgar M. Cullman Jr. - presidente da General Cigars, uma das maiores fabricantes de charutos do mundo que produz os charutos Macanudo e Partagas - com o conceito de oferecer um lugar para charutos, onde tudo mais fosse secundário.
O local escolhido fica na rua 63, que anteriormente abrigara o restaurante italiano Quo Vadis, freqüentado por Jacqueline Kennedy Onassis e outros membros da elite social de New York nas décadas de 60 e 70.
Na chegada, a recepção é marcante. Um porteiro devidamente uniformizado abre as portas para a recepção, onde um antigo chefe indígena esculpido em madeira dá as boas vindas aos visitantes.
Na parede à esquerda estão quadros com colagens de marcas de charutos legendárias como Romeo y Julieta e Partagas.
No umidor do clube é possível encontrar todos os charutos produzidos pela empresa como o Macanudo (23 tipos), o Macanudo Robust (10 tipos), o Macanudo Maduro (9 tipos) e o Macanudo Vintage - elaborado com fumos de excelentes colheitas dos anos 1979, 1984, 1988 e 1993.
Além dos Macanudo pode-se encontrar versões dominicanas de Partagas, Sancho Panza, Punch, Cohiba, Cohiba "Extra Viejo", La Gloria Cubana, Hoyo de Monterrey e Ramon Allones assim como marcas comercializadas pela General Cigars.
Os cofres que ocupam a parede oposta podem ser alugados por US$ 600,00 ao ano.
Além da parte de charutos, o Club Macanudo tem ainda mais dois ambientes, sendo um bar e um restaurante.
Há uma vasta seleção de champagnes, portos, cognacs e single malt, além de uma lista de vinhos composta de vintages recentes dos melhores produtores americanos.
Todos varietais estão representados e os preços são razoáveis.
As leis anti-fumo em New York impedem o clube de oferecer um serviço completo de restaurante, mas o pequeno cardápio não deixa a desejar.
Uma das sobremesas mais pedidas é uma Torta de Chocolate Pecan com Jack Daniels, que acompanhada de um expresso forte é o complemento perfeito para um charuto pós jantar.
Um dos melhores locais da casa é o que dá vista para uma grande janela, onde se pode visualizar toda rua.
Ele
convida o fumador a conhecer o mundo exterior enquanto a confortável poltrona
parece não encorajar isto.
Club Macanudo
26 East 63rd Street - Entre Park e Madison Avenue, New York
Tel: 212-752-8200
e-mail: ny@clubmacanudo.com
HomePage: http://www.clubmacanudo.com/

Realizado em Havana entre os dias 25 de fevereiro e 01 de março, o IV Festival del Habano reuniu mais de 800 pessoas de cinqüenta países, em torno de um único tema: o charuto cubano.
O evento já tradicional homenageou Alejandro Robaina, cuja marca Vegas Robaina está completando cinco anos de sucesso.
Para dar as boas vindas aos participantes foi escolhida a fortaleza de San Carlos de la Cabaña, construção da época colonial, onde ocorreu o jantar que marcou o inicio do evento.
A Feira Comercial foi aberta no segundo dia e contou com 35 participantes, entre eles a empresa Brascuba, que irá lançar o seu cigarro Romeo y Julieta no Brasil no próximo dia 19 de março.
Um seminário sobre a produção e utilização de tabaco negro no início da cadeia produtiva, cujo resultado tem melhorado a produção dos puros habanos, também marcou o segundo dia do festival. No dia seguinte os participantes seguiram para Pinar del Rio, na região de Vuelta Abajo, onde ficam as plantações de tabaco.
Depois da visita foi oferecido um almoço campestre na casa de separação de fumo "La Junta".
Ainda em Pinar del Rio foi inaugurada a Casa del Habano de Pinar del Rio, que fica na frente da fábrica de tabacos Francisco Donatién que fabrica os charutos Vegueros.
Na quinta feira 28, ocorreu o seminário para aficionados, cuja palestra principal foi a arte de elaborar um habano, onde todos participantes foram convidados a produzir o seu próprio charuto.
Comandados por Felix Jimenez, com 51 anos de experiência, as quase trezentas pessoas presentes receberam folhas de tabaco e material necessário para ir acompanhando passo a passo às etapas de como se fabrica um charuto.
Ainda no mesmo dia todos participaram de um almoço comemorativo do aniversário da marca Bolívar que está completando 100 anos em 2002.
No último dia do festival ocorreu a final do concurso Habanosommelier, que premia o profissional que realiza o serviço harmonização entre bebidas e charutos.
Para finalizar, um dos eventos mais esperados do Festival: o jantar de Gala, sempre conta com a presença de Fidel Castro.
Neste ano, além de Fidel compareceram Alejandro Robaina e Compay Segundo, musico do filme Buena Vista Social Club dirigidoo por Win Wenders.
Durante
o jantar foram leiloados dez lotes de umidores com charutos especiais cuja soma
final alcançou U$ 650 mil com o resultado revertido para a área de saúde em
Cuba.

O primeiro contato que um apreciador tem com o charuto é a caixa utilizada para transportá-lo e muitas vezes exibí-lo.
A forma mais habitual de acondicionamento dos charutos cubanos é uma caixa de cedro retangular totalmente forrada com papéis e habilitações específicas de cada marca.
Para o fechamento, apenas um prego que pode ser substituído em embalagens especiais por um broche de metal.
Nestas caixas os charutos são dispostos em duas camadas com 12 e 13 unidades respectivamente, separadas por uma lâmina de cedro.
Estes charutos podem levar a anilha que os identifica ou ainda serem envoltos em papel de seda, celofane, lâminas de cedro ou tubo de alumínio.
Em um nível superior, encontramos as caixas especiais que variam muito entre si.
O Semi Boite Nature é praticamente igual à caixa descrita acima, porém sem os papéis - a caixa é toda em cedro e sua identificação é feita a fogo direto na madeira.
Existe também uma outra versão para tal padrão do Semi Boite Nature que apresenta tampa de correr e os charutos são amarrados em maços de 25 ou 50 unidades. Em ambos os casos a caixa não recebe verniz.
As embalagens Boite Nature são caixas especiais de cedro marcadas a fogo, com tampa de 4 mm e acabamento arredondado.
O modelo 8-9-8 é um tipo especial de caixa desenhado para conter os charutos Partagas e Ramon Allones 8-9-8 que serão dispostos em três camadas de oito, nove e oito charutos.
Por último o Cabinet, a mais luxuosa das embalagens e a que mais variações apresenta.
Os
tipos podem ir desde um Boite Nature com aplicação de laca, geralmente negra,
até um umidor especial que celebra uma edição especial.
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Vuelva Abajo Semi Vuelva Partidos Remedios Oriente |
Regiões dos "Puros"