Charutos
 
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Marcas e Assuntos Diversos sobre Charutos

Menendez Amerino

Especializada em charutos feitos à mão, a marca produz os brasileiros Dona Flor e Alonso Menendez.

Fundada em 1977, a Menendez Amerino é resultado da união do empresário baiano Mário Amerino da Silva Portugal com a família Menendez, antiga fabricante dos charutos Montecristo e H. Upmann em Cuba.  Em 1960, com a queda de Fulgêncio Batista e a estatização da economia cubana, a família Menendez partiu para as Ilhas Canárias, na Espanha. A intenção era produzir charutos com a mesma qualidade dos feitos em Cuba.  Criaram então, a Companhia Insular Tabacalera e passaram a procurar por fumos que tivessem a mesma qualidade dos plantados em Cuba.  Descobriram os fumos cultivados no Recôncavo Baiano pela família Amerino Portugal e passaram a ser seus compradores.  Finalmente, em novembro de 1977, foi criada a Menendez Amerino, especializada em premium cigar, também chamados hand made cigar, e produtora de algumas das melhores marcas brasileiras, como Dona Flor, Alonso Menendez e das cigarrilhas St. James.


Romeo y Julieta

Livro de William Shakespeare, junto com Conde de Montecristo, era preferido entre tabaqueiros .

A história de um dos Habanos mais famosos se origina da cena de um amor impossível.  O nome vem dos personagens do livro de William Shakespeare que, junto com o Conde de Montecristo, era o preferido para leitura dos tabaqueiros. O criador da marca elaborada desde seus primeiros dias com folhas de Vuelta Abajo foi o espanhol Don Inocencio Alvarez.  Em 1897, Alvarez passou a marca para a sociedade Rodríguez-Argüellez y Cia, de José Rodrígues, conhecido por Don Pepin, homem alegre e conversador que fez a marca ficar famosa.  Em 1903 a sociedade Rodríguez-Argüellez y Cia foi dissolvida e fundada a Fábrica de Tabacos Romeo y Julieta.  Uma de suas mais famosas criações é o charuto Churchill (chamado de Julieta 2 pelos tabaqueiros), em homenagem ao estadista britânico que adorava este formato. Atualmente a fábrica produz 51 tipos diferentes.
Principais tipos: Cedros de Luxe No.1, Churchill, Coronas Grandes, Exhibición No. 4, Petit Coronas, Romeos No. 1 de Luxe.

 

Cohiba - 35 anos de um mito

Preferido de Fidel Castro a marca desperta paixão entre seus fumadores.

Fidel Castro experimentou seu primeiro Cohiba em 1963.  Ele não ganhou e muito menos comprou o charuto ao qual daria fama.  O líder da revolução cubana filou uma baforada do chefe de sua guarda pessoal, Bienvenido Pérez Salazar, mais conhecido como Chicho.  Este, por sua vez, ganhou aquele puro, que nem nome tinha, de um amigo, o tabaqueiro Eduardo Rivera Irizarri. 

Fidel não escondeu sua admiração ao sentir o aroma do charuto que Chicho fumava. Pedindo com o olhar para experimentá-lo, o dirigente cubano não recusou a oferta de seu funcionário.  Depois de degustar aquele charuto de formato diferente e sabor marcante, nunca mais fumou outro. 

O dom de Irizarri, reconhecido por Fidel Castro é hoje aplaudido por todo mundo e está completando 35 anos.  Os charutos Cohiba são um dos maiores tesouros da indústria tabaqueira de Cuba, e certamente estão entre os prediletos dos grandes fumadores. O surgimento da marca teve início no final de 1964, quando Castro teve a idéia de criar uma escola para ensinar às mulheres o ofício de enrolar charutos.  Naquela época as mulheres eram pouco numerosas e foi uma forma de criar novas frentes de trabalho. Somente no final de 1965 foi formado o primeiro grupo de mulheres aptas a trabalhar na fábrica. Elas eram esposas ou parentes dos membros da escolta de Fidel.  O projeto sempre foi cercado de muito segredo e até a casa utilizada para produção ganhou o nome de Casa dos Mistérios. Isso porque o casarão tinha sido abandonado durante a revolução cubana em 1959 e os vizinhos falavam que era habitada por fantasmas. E o fato das pessoas que trabalhavam ali não poderem dizer a ninguém o que faziam contribuía para aumentar o suspense.

O nome da nova marca criada por Irizarri quase se chamou Palmas, pois seu formato lembrava a silhueta e a forma da Palma Real, árvore muito popular em Cuba.  Quem deu o nome ao charuto foi Celia Sánchez Manduley, combatente da guerrilha de Sierra Maestra e principal auxiliar do comandante Fidel Castro. Célia foi buscar esse nome na história da ilha.  Os marinheiros da esquadra de Cristóvão Colombo encontraram os primeiros índios fumando rolos de tabaco e soltando fumaça pela boca.  O nome Cohiba vem da palavra pela qual os nativos chamavam a planta usada para fazer estes rolos, ela tem ainda outras variações, como cojiba, cohoba, cojoba ou coiba.

O primeiro formato produzido em 1966 foi o Lanceros, com 19,2 cm de comprimento por 1,50 de diâmetro.  Este formato não existia até então e ao criá-lo, Eduardo quis fazer um produto mais delicado e elegante que tivesse vários sabores em sua composição, diferente de outros tabaqueiros que produziam e fumavam charutos mais grossos.  Depois dos Lanceros vieram os Coronas Especiales, os Exquisitos, e os Panatelas, todos produzidos para o consumo de Fidel Castro, Che Guevara, pessoas do governo e dados como presente para o corpo diplomático. 

Em 1982 os Cohiba passaram a ser vendidos na Espanha e ganharam mais dois novos formatos, os Esplendidos e os Robustos.  Em 1992, para comemorar os 500 anos de descobrimento de Cuba, foi lançado a linha Siglo, com cinco novos formatos o Cohiba Siglo I, Siglo II, Siglo III, Siglo IV e o Siglo V, que representam os cinco séculos do descobrimento.  Atualmente, a fábrica de El Laguito que produz os Cohiba e foi dirigida por Eduardo, tem uma mulher no seu comando.  É Emilia Tamayo, que começou no departamento de contabilidade da fábrica e foi a primeira mulher a ganhar o posto de diretora de uma fábrica de charutos no mundo. Ainda jovem como marca, se comparada a outros ícones cubanos como o Romeo y Julieta (135 anos) e Partagas (155), o Cohiba desperta paixões entre seus fumadores e pode ser considerado como um objeto de desejo assim como relógios e carros esportivos.


Eduardo Rivera
Cohiba Lanceros El Laguito Linea 1492

Montecristo

Famoso livro de Alexandre Dumas originou a marca mais famosa de habanos.

Criada em 1935, talvez a marca Montecristo seja a mais conhecida das produzidas em Cuba. Seu nome tem origem na novela de Alexandre Dumas, o Conde de Montecristo, leitura favorita dos torcedores das fábricas cubanas.  A associação dos espanhóis Alonso Menéndez e José Garcia deu origem à sociedade Menéndez, Garcia y Cia que tinha então somente as marcas Particulares e Montecristo.  Com a venda da Particulares para os donos de Partagás, os dois puderam comprar a fábrica H.Upmann que, na época, não passava por um bom momento.  Com a modernização da fábrica e estímulo aos torcedores, a marca H. Upmann recuperou sua fama dando chances para que a Montecristo seguisse junto.  O desenho da caixa, a propaganda e a qualidade dos charutos fizeram com que a marca superasse todas as expectativas iniciais.
Principais tipos: Montecristo A, Montecristo No.1, No.2, No.3, No.4, No.

 

Dannemann

O selo usado para decorar as caixas dos charutos tem a imagem de Geraldo Dannemann.

Fundada na segunda metade do século XIX pelo alemão Gerhard Dannemann, a mais antiga fábrica de charutos do Brasil iniciou sua produção com apenas seis funcionários.  Geraldo Dannemann - como passou a ser chamado - chegou ao País em 1873, quando comprou a então falida empresa de charutos Schnarrenbruch e mudou-se para São Félix, na região do Recôncavo Baiano.  A escolha baseou-se na conhecida qualidade dos fumos produzidas na Bahia. Nos primeiros anos de funcionamento, a empresa teve um espantoso crescimento, chegando a ser a maior produtora de charutos do País, além de uma importante exportadora, tendo na Europa seu principal mercado e na Alemanha, sua porta de entrada. Nesta época, seis fábricas da Dannemann empregavam cerca de 4 mil pessoas na Bahia.  Em 1906, Geraldo Dannemann saiu da empresa, mas só depois da I Guerra Mundial que começaram a surgir os primeiros problemas financeiros, quando a Europa já não tinha estrutura para ser um comprador tão bom.  As dificuldades forçaram a fusão com a Stender, dando origem à Companhia de Charutos Dannemann, em 1922, um ano após a morte de Geraldo Dannemann. A II Guerra Mundial agravou os problemas na Europa e, conseqüentemente, as dificuldades da Dannemann.  O governo brasileiro, então, através do Banco do Brasil, responsabilizou-se pela empresa, que passou a se chamar Companhia Brasileira de Charutos Dannemann. Em 1945, ela foi devolvida a seus proprietários, mas não resistiu e acabou falindo nove anos depois.  O grupo suíço Burger adquiriu a licença do nome Dannemann em 1976, e produz até hoje os charutos da marca, que não perdeu seu prestígio na Europa.  Atualmente, a empresa produz os charutos Salvador, Menudo, Maduro, Especial, nº 1 e São Félix, além da linha Artist Line e as cigarrilhas Reynitas e Bahianos.


Punch

Caixas têm ainda a imagem de Mr. Punch, personagem que dava nome à revista humorística famosa no Reino Unido na época da criação da marcas.

Quando Don Manuel López, proprietário da J.Valle y Cia, fundou a marca Punch em 1840, em La Habana, tinha em mente atingir o mercado britânico. Nesta época, uma revista humorística de mesmo nome estava na moda no Reino Unido. O tempo passou, mas até hoje o personagem principal da revista, Mr. Punch, está nas tampas das caixas deste habano, que rapidamente ganhou a preferência dos ingleses. Inevitavelmente, o ex-primeiro-ministro britânico, Sir Winston Churchill, também se tornou amante dos charutos, tanto que não deixava de ir a fábrica Monte y Zulueta durante suas visitas políticas à Cuba. Em homenagem ao estadista, a marca criou o charuto Sir Winston, apresentado em uma caixa de cedro envernizada e fecho de metal. Atualmente, a marca Punch e seus diferentes tipos figuram entre os charutos cubanos de melhor qualidade e apresentação.
Principais tipos: Churchills, Margaritas, Double Coronas, Punch Punch, Royal Coronations.


Vegas Robaina

Vegas Robaina, um cubano de tradição e linhagem.

As grandes marcas de charutos cubanos sempre tiveram histórias interessantes que relembram o passado e suas origens. Desde 1966, quando surgiu a marca Cohiba, o mercado de charutos cubanos não tinha nenhuma novidade. Em 1996, com o lançamento da Marca Cuaba, em Londres, e, em 1997, da marca Vegas Robaina, este quadro se reverteu. A marca lançada em 1997 leva o nome da propriedade de um dos melhores plantadores de tabaco de Cuba. Don Alejandro Robaina, que tem origens em uma família de vegueros estabelecida na região do maciço tabacalero de San Luís, em Cuchillas de Barbacoa. Este local produz as melhores vegas finas (folhas de tabaco) para capa da região de Vuelta Abajo, província de Pinar del Rio. O pai de Don Alejandro, Maruto Robaina, foi considerado também o melhor plantador deste tipo de tabaco no país. Quando morreu, em 1950, deixou a Don Alejandro a responsabilidade de seguir produzindo com qualidade o que tradicionalmente eram quantidades consideráveis de capa para a elaboração dos Habanos. Aproximadamente 35% das capas produzidas na região de Pinar del Rio procedem das Vegas Robaina, demonstrando a qualidade superior que converteu-se em padrão de excelência no mundo tabaqueiro. A marca que leva o nome de Alejandro Robaina representa algo mais que a denominação da linhagem de tabaqueiros, é uma homenagem à geração de vegueiros que se dedica a manter viva a tradição de plantar, colher e fermentar o tabaco que é, para muitos, considerado o melhor do mundo.

Principais tipos: Don Alejandro, Clásico, Familiar, Famosos e Únicos
H. Upmann

O charuto preferido dos grandes fumadores é uma ótima opção para quem está começando a fumar

H.Upmann

"H" significa hermanos, irmãos em espanhol.

Os irmãos Hermann e August Hupmann, de origem alemã, se estabeleceram em La Habana, em 1843, com o objetivo de abrir um banco. No ano seguinte, inauguraram uma fábrica no número 75 da rua San Miguel, em Havana, para produção de charutos. A origem do nome H. Upmann têm duas versões. Na primeira, é a inicial de Hermann tirando o "H" de Hupmann para não ficar repetitivo. Na segunda, o "H" significa hermanos, irmãos em espanhol. O sucesso da marca pode ser visto pelas várias medalhas de ouro, ganhas em exposições internacionais nos anos de 1862 a 1893 e que estão impressas na tampa da caixa dos charutos. Em 1922, a marca foi vendida para a empresa britânica J. Frankau e novamente em 1935, para a Menendez, Garcia & Cia., que mais tarde seria proprietária da Montecristo e Por Larrañaga. Com a revolução cubana, a marca foi nacionalizada e além do tradicional nome da fábrica H. Upmann fixado na entrada do prédio, ainda recebeu um nome revolucionário de Jose Marti, o patriarca da independência cubana. Há uma passagem interessante que, um dia antes de assinar a declaração que decretava o embargo aos produtos cubanos nos Estados Unidos, o então presidente J.F. Kennedy solicitou ao seu secretário de imprensa Pierre Salinger, que conseguisse o maior número possível de charutos Petit Upmann. Outro grande apreciador dos charutos H. Upmann foi o ex-primeiro ministro inglês Winston Churchill, que certa vez ao visitar a fábrica, recebeu uma homenagem com a colocação de seu nome em um dos charutos. Assim nasceu o Sir Winston, que vem em uma caixa verde envernizada com fecho de metal. Próprio para quem está iniciando, o H. Upmann é um charuto suave de sabor marcante, ótimo para depois de um almoço ou jantar em que a comida e bebida servida justifiquem um charuto especial.

Principais tipos: Connoisseur Nº 1, Coronas Major, Monarcas, Royal Coronas, Sir Winston, Upmann Nº 2


Sancho Panza

O nome Sancho Panza foi inspirado no livro de Miguel de Cervantes, Don Quixote de La Mancha.

A marca foi registrada primeiramente em 1848, com o nome de Don Emilio Ohmsted. Pouco tempo depois ela foi rebatizada com o nome de Sancho Panza, fiel escudeiro do cavaleiro Don Quixote de La Mancha. A origem deste nome remonta uma antiga tradição cubana de eleger e homenagear as grandes obras literárias.  Em cada fábrica de charutos existe, desde o final do século XIX, a figura do leitor, pessoa que lê diariamente um capítulo de um livro para os trabalhadores.  Alguns destes livros eram lidos várias vezes e acabaram se tornando marca de charutos como o Montecristo do livro O Conde de Montecristo de Alexandre Dumas, Romeo y Julieta de Willian Shakespeare e Sancho Panza do livro Don Quixote de La Mancha de Miguel de Cervantes escrita em 1605. O rosto alegre e bonachão de Sancho Panza ilustra a tampa interna da caixa de charutos.  Em meados de 1880, a fábrica foi adquirida por Ramón Allones que manteve seus desenhos, formatos e a qualidade tradicional do charuto. Mais tarde, em 1940, a marca foi registrada sob o nome de Rey Del Mundo Cigar Co. O tabaco forte, escuro, de grande qualidade e extraordinária presença são algumas das características dessa marca.  O seu formato mais conhecido é o gigante Sanchos de 23,5 cm de comprimento por 1,86 cm de diâmetro.

Principais tipos: Belicoso, Corona, Corona Gigante, Molino, Non Plus e Sanchos.

 

Quai d'Orsay

Traços de sofisticação e elegância que remetem perfeitamente à linda Paris.

Criada na década de 70, a marca Quai d'Orsay se apresentou ao mercado graças ao empenho da SEITA - Estatal Francesa que controla todos artigos de tabaco. O nome para registrar a marca foi escolhido em homenagem a uma das avenidas mais renomadas de Paris, a avenida d`Orsay (Quai d`Orsay), que fica próxima ao rio Sena e onde se pode encontrar o Ministério de Relações Interiores, a sede da SEITA e a estação de trens Gare d'Orsay. Inicialmente produzida em Cuba apenas para o mercado francês a marca foi repassada posteriormente a Cubatabaco, atual Habanos S.A., que a vem produzindo na mesma fábrica que também produz os charutos Romeo y Julieta. Todos os formatos da marca apresentam capa de tonalidade clara, uma preferência freqüente na França. Seu sabor é agradável, a textura consistente e a combustibilidade muito boa. O anel que envolve estes charutos é discreto na cor laranja, trazendo apenas o nome da marca que também está gravada em baixo relevo na caixa de cedro. Traços de sofisticação e elegância que remetem perfeitamente à linda Paris.

Principais tipos:Coronas Claro, Coronas Claro Claro; Gran Coronas; Imperiales e Panetelas.


Hoyo de Monterrey

A formulação dos charutos Hoyo de Monterrey é guardada a sete chaves e só seus artesãos têm conhecimento dela.

Segredo da mistura é revelado apenas aos artesãos dos charutos
Em 1844, José Gener chegou a Cuba com o objetivo de fazer fortuna.  Em 1860 comprou a fazenda produtora de tabaco Hoyo de Monterrey, em San Juan y Martinez, na região de Vuelta Abajo, terra do melhor tabaco do mundo.  No início, Gener elaborava seus charutos em uma fábrica localizada na região central de La Habana.  Seus charutos, Hoyo de Monterrey e La Escepción chegaram a se converter em marcas de renome mundial.  Os La Escepción, particularmente, produzidos desde 1965, eram assim chamados por um capricho de Gener.  Atualmente, porém, apenas os da marca Hoyo de Monterrey, que têm sabores suaves e aromáticos, continuam sendo elaborados com as mais seletas folhas de San Juan y Martinez.  A formulação dos charutos Hoyo de Monterrey é guardada a sete chaves e só seus artesãos têm conhecimento dela. Principais tipos: Churchills, Double Corona, Epicure No. 1 e 2, Short Hoyo Coronas e a série Le Hoyo.


Macanudo

Marca mais vendida nos EUA, os charutos são feitos
com blend de folhas dominicanas, mexicanas e americanas.

A história da marca mais vendida nos EUA começou em 1868, quando um grupo de enroladores de habanos se mudou para a Jamaica e passou a produzir charutos para o mercado britânico.  Macanudo - sinônimo de excelente, em espanhol - era o nome de um dos charutos que este grupo produzia.  O charuto foi introduzido como marca no mercado norte-americano apenas em 1971. Ainda feitos à mão, os charutos têm folhas do vale de San Andrés, na província Mexicana de Tuxla, além de folhas dominicanas para o miolo e americanas (de Connecticut) na capa.  O padrão de suavidade e sabor constante garantem aos aficionados a sensação relaxante ao degustarem um Macanudo.  Em 1998, a marca decidiu produzir charutos mais encorpados, então lançou a linha Macanudo Robust.  O Robust é produzido com a mistura de folhas da variedade Piloto Cubano plantadas na República Dominicana com as do tipo Havana, do vale do rio Connecticut.  Para não perder a suavidade tradicional da linha Macanudo, os charutos são finalizados com capas Connecticut envelhecidas especialmente para ficarem mais escuras.  Principais tipos: Duke of Wellington, Prince Philip, Vintage nº I, Sovereign, Somerset, POrtofino, Earl of Lonsdale, Vintage nºII, Baron de Rothschild, Amatista, Claybourne, Hampton Court, Vintage nºIII, Hyde Park, Duke of Devon, Lord Claridge, Quill, Petit Corona, Vintage nºIV, Ascot e Caviar.


Dunhill: tradição inglesa

Inaugurou em 1907, sua primeira loja relacionada ao mundo do tabaco.

A história da marca Dunhill tem início em 1893 quando, com apenas 21 anos, Alfred Dunhill começou a trabalhar com acessórios para as carruagens e criou a empresa Dunhill`s Motorities para incorporar outros acessórios adaptados à nova moda de transportes. A empresa crescia à medida que Alfred comprava e vendia produtos para melhorar sua oferta: capotes para choferes, capas femininas feitas para quem seguia em charretes sem capota e chapéus, entre outros itens. O mundo de Dunhill tinha tantas ofertas que ele logo começou a inaugurar showrooms no edifício Windsor de Edimburgo, na Escócia, e também no luxuoso Hotel Cecil, o único de primeira classe de Londres, como definia o jornal The Times. Decidido a empreender-se em novas aventuras, inaugurou, em 1907, sua primeira loja relacionada ao mundo do tabaco. Para este empreendimento, resgatou um acessório de grande sucesso na Dunhill`s Motorities: o Windshield, um cachimbo que não apagava com o vento, muito usado em carruagens sem capota. Em 7 de julho de 1907, abriu sua primeira loja na 31st. Duke Street, em St. James. Na ocasião, conhecia muito pouco sobre o mundo do tabaco, mas aprendeu rapidamente escutando os comentários dos compradores. Estava decidido a tornar-se um distribuidor de charutos, cigarrilhas, fumo para cachimbo e outros artigos relacionados a esse prazer, como piteiras de prata, bolsas para fumo de cachimbo, cortadores de charutos, etc. Não foram tempos fáceis e ele enfrentou muitos problemas financeiros. Só a alta qualidade de seus produtos, a atenção aos detalhes e sua obsessão em eferecer o melhor ao cliente mantiveram o funcionamento da loja. Os negócios daquela época tinham um caráter caseiro, muito diferente dos atuais, hoje dominados pela automatização e produção em larga escala. Quando a 1a Guerra mundial começou, em 1914, Alfred Dunhill já era famoso. Muitos de seus clientes eram oficiais que serviam nas trincheiras do norte da França. Quando tinha de fazer o envio de alguma encomenda, Dunhill costumava enviar alguns cachimbos ou amostras de fumo. Enviava também uma carta convidando os outros oficiais para experimentar o produto. Mas, percebendo que algumas dessas encomendas não estavam chegando aos seus destinatários, tratou de incluir nos pacotes uma etiqueta com a inscrição "óleo de rícino". A partir daí, nenhum pacote foi roubado. Em 1918, quando a guerra acabou, os cachimbos Dunhill eram conhecidos em todo mundo e em 1921, Alfred Dunhill recebeu seu primeiro selo de 'provedor real' como fornecedor oficial de fumo de cachimbo para o príncipe de Gales.

 

Ramon Allones

Os charutos Ramon Allones são um dos mais disputados do mercado.

Em 1845, Ramon Allones registrou a marca que leva seu nome. Allones era um espanhol de grandes idéias. Foi ele que criou as caixas para 25 charutos em diferentes tamanhos e de acordo com o tipo que ali seria colocado.  Hoje em dia, estas embalagens de cedro se mostram insubstituíveis para a conservação e comercialização dos charutos (as caixas de 25 charutos receberam o nome de quadragésimos e a de 50 charutos, vigésimos).  No ano de 1927, a marca passa a ser de propriedade da firma Cifuentes, Pego y Cia que já possuía a marca Partagás. Por muito tempo foi a provedora de charutos da Real Casa de España e de Sua Alteza El Khedive do Egito.  Atualmente, a marca Ramon Allones está entre uma das mais apreciadas pela sua qualidade e como antigamente, seu principal destino é a Grã-Bretanha.  Encontrar alguns de seus charutos é um grande desafio para os fumadores que buscam charutos de excelente qualidade.  O Ramon Allones Gigantes é um dos Double Corona mais disputados no mercado devido a pouca produção.  O Robusto Allones Specially Selected e o Lonsdale 8-9-8 também estão entre os mais disputados em suas categorias.  Principais tipos: Allones Specially Selected; Gigantes; Petit Coronas; 8-9-8, Ramonitas.

 

San Cristóbal de La Habana

A San Cristóbal de La Habana foi criada para satisfazer
os gostos dos mais exigentes fumadores com seu blend único.

Em 16 de Novembro de 1519, um pequeno povoado foi criado nas costas do Caribe. Os colonizadores chamaram esta vila de San Cristóbal (São Cristovão) em homenagem a Cristóvão Colombo, mas os índios nativos preferiam uma palavra em sua própria linguagem: La Habana.  Desta união surgiu San Cristóbal de La Habana, uma pequena vila que com o passar do tempo se transformou na linda e cosmopolita Havana, capital de Cuba.  Viajantes de todas idades e origens eram atraídos a visitar San Cristóbal de La Habana, primeiro por suas fortificações que protegiam os viajantes dos piratas que infestavam os mares do Caribe, e depois por ter se transformado em centro internacional de cargas e comércio do novo mundo.  De seu porto navios saíam com preciosas cargas para a Europa e outros continentes. Uma das cargas mais apreciadas era a que levava os charutos produzidos manualmente com uma combinação de solo, clima e sabedoria que logo passaram a ser conhecidos como Habanos.  Comemorando o 480º Aniversário de fundação da cidade e com a expectativa da chegada do novo milênio a Corporação Habanos S.A. lançou em novembro de 1999 esta nova marca de charutos, San Cristobál de La Habana. Uma marca criada para satisfazer os gostos dos mais exigentes fumadores com um blend único e uma gama de quatro formatos, dois deles não produzidos anteriormente.  Os nomes dados representam quatro das mais importantes fortalezas da cidade - "El Morro", "La Fuerza", "La Punta" e "El Príncipe". Disponíveis em caixas de 25 unidades os charutos estão assim representados:  "El Morro" (Tamanho intermediário entre um Churchill e um Double Corona com 18 cm de comprimento x 1,95 cm de diâmetro),  "La Fuerza" (Novo tamanho com 14,10 cm de comprimento x 1,98 cm de diâmetro),  "La Punta" (Formato conhecido como Belicoso com 14 cm de comprimento x 2,06 cm de diâmetro), e  "El Príncipe" (Um Três-Petit-Corona com 11 cm de comprimento x 1,67 cm de diâmetro).

 

Cuaba

Com sabor mediano, os charutos Cuaba são encontrados em quatro formatos.

O nome Cuaba vem da palavra Amarilis Balsanifera que era a madeira que os índios Taínos usavam para acender as folhas de tabaco enroladas.  Quando o fogo acendia bem, gritavam que queimava como uma cuaba.  Esta marca foi lançada no mercado na cidade de Londres, em 19 de novembro de 1996, em quatro formatos, todos figurados - charutos que não eram produzidos há mais de 30 anos.  A marca trouxe de volta uma antiga preferência dos fumantes por charutos com terminações pontiagudas.

Principais tipos: Divinos, Exclusivos, Generosos e Tradicionales

 

Avo

Atualmente, a marca pertence à Davidoff e Avo Uvezian é seu representante mundial.


Fabricados na República Dominicana, os charutos Avo surgiram de forma inusitada. Lançada como Bolero, a marca surgiu em 1987, quando o músico libanês Avo Uvezian se uniu ao produtor dos charutos Davidoff, Hendrik Kelner, e passaram a vender os charutos Bolero em Porto Rico.  Amante dos charutos, o compositor de Strangers in the night seguiu o conselho de um amigo - produzir seus próprios charutos na América Central.  Um ano depois do lançamento, começaram a ser vendidos em Nova York, na loja da Davidoff, com o nome de Avo.  Bastante suaves, os charutos Avo foram bem aceitos no mercado americano e, em 10 anos mais de três milhões de unidades eram vendidas anualmente.  No ano em que as vendas alcançaram 750 mil unidades, Avo Uvezian fez um acordo com a Davidoff, que comprou a marca, e ficou responsável por sua representação mundial.  Inspiradas na carreira musical de Avo, nasceram as linhas Avo XO Trio, composta pelo XO Maestroso, XO Prelúdio e Intermezzo; e Avo XO Quarteto, composta pelos charutos Presto, Allegro, Serenata e Notturno.  Há também os charutos da linha Domaine Avo, mais encorpados e marcantes, lançados para agradar os aficionados que preferem baforadas mais fortes.

AVO - Edição Comemorativa

Os charutos Avo 75th Anniversary são apresentados em luxuosas
caixas de cedro, exclusivamente desenhadas para esta série.


Para comemorar o aniversário de 75 anos de Avo Uvezian, a Davidoff está lançando mundialmente uma série limitada de charutos - 10.000 caixas - sob o título "Avo 75th Anniversary".  Elaborados manualmente na República Dominicana, os charutos são apresentados em um único formato Churchill (17,8 cm de comprimento por 2,0 cm de diâmetro), têm capa Connecticut, cultivada ao sol no Equador e fermentada varias vezes na República Dominicana, capote produzido com variedade de tabaco da República Dominicana e miolo, com tabaco das variedades Piloto e San Vicente.  Com alto percentual de tabaco do tipo ligero presente no blend, essa série de charutos é mais encorpada e apresenta aroma e sabor completamente diferentes de todas as linhas existentes da marca Avo. Os charutos Avo 75th são apresentados em luxuosas caixas de cedro, exclusivamente desenhadas para esta série, contendo cada uma dez charutos, embalados individualmente com celofane.  Acompanha esse lançamento um luxuoso catálogo com a história da marca e dos produtos.

 

La Gloria Cubana

Nas mãos dos proprietários da Partagás, a marca mantém sua tradicional qualidade.

A Sociedade Cabañas e Castro criou, em 1885, La Gloria Cubana, cujos charutos de ótimo aroma não tardaram a conquistar prestígio entre os fumadores.  Por volta de 1950, a família Cifuentes, proprietária da legendária Partagás, adquiriu a marca.  Os irmãos Ramón e Rafael Cifuentes, responsáveis pelos processos produtivo e administrativo na Partagás, criaram a linha Medaille d'Or, visando a manter a tradicional qualidade da La Gloria Cubana, bem como seu mercado cativo.  Charutos fortes e de sabor intenso, estes habanos são muito bem elaborados e mantêm sua posição de destaque entre os aficionados. Principais tipos: Medaille d'Or No. 1, No. 2, No 3 e No. 4, Taínos e Cetros

 

Partagas

Apaixonado por tabaco e mulheres, Don Jaime Partagás deu seu nome a fábrica.

La Real Fábrica de Tabacos Partagás abriu suas portas no número 520 da Calle Industria de La Habana em 1845.  Don Jaime Partagás, que deu seu sobrenome à marca, era um homem apaixonado, em particular pela beleza feminina.  Freqüentemente visitava suas plantações de tabaco em Vuelta Abajo para apreciar não somente as folhas, mas as mulheres da cor dos habanos também, como diz a lenda.  Amores, ciúmes e vingança estão relacionados com seu assassinato em circunstâncias misteriosas em uma de suas plantações.  Após sua morte, a fábrica passou por vários donos sendo o mais famoso e último proprietário Ramón Cifuentes que chegou a produzir 30 marcas diferentes.
Principais tipos: 898, Churchills de Luxe, Coronas, Lusitánias, Partagás de Partagás Nº1, Presidentes, Serie D Nº 4.

 

Arturo Fuente

O charuto Arturo Fuente é um dos mais procurados
e difíceis de se encontrar nos EUA.

A família Fuente é uma das maiores produtoras de charutos na República Dominicana e uma das poucas que além de produzir seus charutos, planta o seu próprio fumo.  A marca com o mesmo nome é uma das mais vendidas e mais difíceis de encontrar nos Estados Unidos, onde nas tabacarias só é permitido a compra de duas unidades por consumidor. Este fato deve-se ao aumento considerável do consumo de charutos e a fama da marca, fazendo com que algumas de suas caixas, mesmo vazias, cheguem a alcançar o preço de US$ 25.  Uma das séries mais conhecidas e desejadas é a Fuente Fuente Opus X, que foi criada a partir de um sonho de Don Carlos e Carlos Jr. A idéia dos dois era a de desenvolver uma folha de capa de excelente qualidade em suas plantações.  A maioria dos "experts" chamados diziam que aquilo não daria certo e que eles não tinham experiência no plantio. Decidiram então manter a idéia em segredo e deram o nome de Projeto "X".  Quando a primeira colheita foi feita na metade de 1992 as folhas eram extremamente ricas e oleosas, produzindo um charuto de excelente qualidade.  O nome "opux" veio da palavra definida como trabalho criativo, obra de arte, trabalho de uma vida.  Depois foi colocado Fuente em homenagem aos dois sonhadores. Principais tipos: Classic Arturo Fuente, Hemingway, Chateau Fuente, Fuente Fuente Opus X e Don Carlos.


Culebras

Produzido por apenas três empresas, o Culebras é uma forma diferente de degustar um charuto.

É um charuto fascinante, de difícil preparo, e por isso difícil de encontrar.  O Culebras é formado por três charutos entrelaçados, cada um com 15,48 cm de comprimento e 1,46 cm de diâmetro.  Existem duas histórias que tentam explicar sua origem.  A primeira conta que há muito tempo era permitido aos trabalhadores das fábricas de tabaco levar apenas três charutos por dia para seu consumo próprio. O ato de trançar três charutos juntos enquanto ainda estavam úmidos foi uma forma encontrada de deixar a fábrica com mais charutos.  Outra versão explica que os fabricantes de charutos cubanos estavam cansados de falsificações feitas à máquina vendidas como se fossem feitas manualmente aos marinheiros que chegavam ao porto de Havana.  Para distinguir os falsos, feitos com pedaços de folhas secas, dos verdadeiros, feitos com folhas inteiras, os charutos ainda úmidos eram torcidos e amarrados. Os falsos tentavam acompanhar as modificações mas se quebravam ao serem torcidos. Até hoje os Culebras, que significam cobra em espanhol, são produzidos e vendidos por três empresas distintas. A Habanos S.A., produz o cubano Partagas Culebras; a Davidoff produz na República Dominincana o Davidoff Culebras; e a norte-americana Nat Sherman produz o seu Culebras também.  Quando o cantor Chubby Checker começou com o Twist no início dos anos 60, Nat Sherman, proprietário da loja em Nova Iorque, foi fotografado pela revista Life fumando um Culebra, o que resultou em ótima propaganda para a loja.  Para fumá-lo, você precisa separar os charutos cuidadosamente e, se não estiverem perfeitamente umidificados, suas capas se soltarão.  Cada charuto ficará um pouco retorcido, mas é uma ótima maneira de compartilhar uma boa fumada com mais dois amigos. Tempo médio 30 minutos.


O difícil processo de confecção de um Culebras


Destrançando o Culebras


A nobre arte de fumar

Os charutos Nat Sherman foram criados para atender
os clientes famosos que fizeram a fama da loja.

Se um charuto pudesse representar a cidade de Nova York, certamente ele seria um Nat Sherman.  Criada em 1930, a loja Nat Sherman fica localizada no número 500 da Quinta Avenida, em um dos pontos mais charmosos da cidade.  Freqüentemente chamada de "primeira família dos charutos", os Sherman têm em seu estabelecimento uma mistura de loja e clube masculino, com salas para fumar e cofres privados para a guarda de charutos de seus clientes ricos e famosos como Milton Berle, David Letterman, Bill Cosby e Arnold Schwarzenegger.  Várias personalidades foram e são clientes regulares da casa. A começar pelos mafiosos Al Capone e Bugsy Siegel, além de Artie Shaw, Tommy Dorsery, Fats Waller, Lena Horne, Tito Puente e Duke Ellington, que aliás chegou a compor a musica "Sherman Shuffle" em homenagem à casa.  Como forma de retribuir a fidelidade de seus clientes, a loja recentemente lançou uma seleção de músicas de tais compositores e intérpretes para se ouvir fumando. Atualmente comandada por Joel Sherman, filho de Nat e autor do livro "A Passion for Cigars", a loja criou uma gama de produtos, entre charutos e acessórios, que presta homenagem à cidade que os acolheu.  Os charutos produzidos pela Nat Sherman são elaborados na República Dominicana, Honduras e Jamaica com nomes que lembram aspectos de Nova York.  Principais linhas de charutos: Exchange, Landmark, Manhattan, Gotham, Vip, City Desk, Host, Metropolitan, LSN e Fifth Avenue.

 

Cuesta Rey - 117 anos de tradição

Com apenas 14 anos Julius Caesar Newman (J.C.) estreou seu aprendizado na arte de produzir charutos em Cleveland, Ohio.

O ano de 1884 marca o início de uma das mais antigas companhias produtoras de charutos dos Estados Unidos, a J.C. Newman Cigar Company, que há mais de 117 anos vem produzindo seus charutos e acessórios.  Com apenas 14 anos Julius Caesar Newman (J.C.) estreou seu aprendizado na arte de produzir charutos em Cleveland, Ohio, trabalhando lá por três anos até a recessão vigente à época cortar seu emprego. Desempregado J.C. decidiu aderir ao sonho americano e fundar sua própria fábrica. Com cinco anos de existência a J.C. Newman Cigar Company já empregava 75 enroladores de charutos.  Nada mal para um jovem de 25 anos que já era considerado por todos um empreendedor.  Em 1916 a companhia expandiu seus negócios com a criação de mais duas fábricas em Marion e Lorain, Ohio, empregando um total de 700 pessoas.  Com o período da depressão norte-americana em 1927, restaram apenas duas fábricas de charutos em Cleveland, a J.C.Newman Cigar Company e a Mendehlson Cigar Company. J.C., então, aproveitou este período para associar-se com o concorrente originando a M & N Cigar Manufactures, Inc.  Com o passar do tempo, J.C. comprou as ações da empresa tornando-se sócio majoritário em 1938. Depois da Segunda Guerra Mundial os filhos de J.C., Stanford e Millard Newman retornaram do serviço militar e se juntaram à companhia - Stanford no comando da parte de elaboração dos charutos e Millard no setor de vendas.  Embora a empresa continuasse crescendo em Cleveland, J.C. resolveu transferí-la para Tampa, na Florida, no ano de 1954. Conhecida como a cidade dos charutos, Tampa era o local ideal para uma fábrica por dois fatores: o clima úmido e a localização próxima de Cuba, item fundamental que permitia o envio de tabaco direto de Havana para o porto de Tampa. Pensando no crescimento a M & N Cigar Manufacturers comprou em 1958, outra marca famosa a Cuesta Rey que tinha sido criada por Angel e Carl Cuesta. Infelizmente neste mesmo ano J.C. faleceu e os negócios da família acabaram ficando com seu filho Stanford.  Na década de setenta foi a vez Eric e Bobby Newman, filhos de Stanford, entrarem no negócio.  Graças à criação do charuto Cuesta-Rey # 95, que se tornou o mais vendido no país, e a campanhas publicitárias nos principais veículos como o Wall Street Journal, Time, Newsweek, Forbes e New York Times, a marca Cuesta Rey tornou-se conhecida nacionalmente. Passado algum tempo a família Newman se associou com a família Fuente que produz os charutos Arturo Fuente na República Dominicana.  Com uma qualidade apurada e fumo de excelente padrão, os charutos Cuesta Rey passaram a ser produzidos pela Tabacalera Arturo Fuente na República Dominicana, para depois serem distribuídos nos Estados Unidos e no resto do mundo.  Atualmente o Brasil vem recebendo os charutos da linha Cuesta Rey Centenário e podem ser encontrados nos formatos Aristocrats (Doublé Corona), Pyramid No. 9 (Torpedo) Dominican No. 60 (Corona Gorda), Dominican No. 5 (Corona), Tuscany e Robusto No. 7 (Robusto) e Belicoso No. 11.

 

Quitéria: um raro baiano

Em breve, os aficionados irão experimentar um novo charuto baiano

O Recôncavo Baiano é uma região reconhecida pela sua tradição no plantio de fumo e na fabricação dos melhores charutos brasileiros. A qualidade do fumo baiano já atraiu para a região alguns representantes das mais famosas famílias de plantadores e produtores de charutos do mundo (Davidoff, Menendes,...) e até hoje é tradicional exportadora de fumo. No auge da indústria tabaqueira, nas décadas de 50 e 60, a Suerdieck chegou a ser uma das maiores fabricantes mundiais. Após a crise da indústria do charuto no Recôncavo, alguns ex-funcionários da Suerdieck (descendentes dos primeiros imigrantes europeus que vieram para Bahia, em 1920, implantar a cultura do fumo), se uniram para continuar a produzir charutos, usando técnicas ancestrais de plantio e manuseio. Reunidos em uma pequena cooperativa de apenas 22 famílias, os trabalhadores inicialmente dedicaram a produção somente ao consumo local. Entretanto, a cooperativa resolveu mostrar a todos os apreciadores a ótima qualidade de seus charutos produzidos, homenageando a mais querida e cultuada figura da região: a guerreira Maria Quitéria. Assim, foi produzida uma série especial dos melhores fumos, que deram origem ao charuto "Quitéria". A reverência resultou em um produto que retrata bem as características da heroína: força, coragem e personalidade, mas sem perder a delicadeza e a feminilidade. Os charutos "Quitéria" têm produção limitada de apenas 20 mil unidades por ano e logo serão comercializados, em pequena escala, nas tabacarias do Brasil e do exterior.


Josefina

Novo baiano para aquecer o mercado.

Com sabor e aroma suave, o charuto Josefina é uma nova opção para os apreciadores.

Aproveitando o amplo crescimento dos charutos nacionais, mais uma empresa baiana resolveu colocar seus charutos no mercado.  A empresa Josefina Tabacos do Brasil foi criada em Janeiro de 2001, mas somente agora seus charutos começam a chegar nas principais tabacarias do país.  Criada por uma mulher em Cruz das Almas, na Bahia, a fábrica conta com uma mão de obra altamente qualificada, a mesma que atuava na antiga fábrica de charutos Suerdieck, que acabou fechando suas portas. O nome da empresa e da marca dos charutos é uma homenagem à avó da fundadora, que no século passado era uma contestadora dos hábitos que permitiam somente aos homens o prazer de degustar um charuto.  Com a morte do pai comerciante, na pequena Cambuí, Josefina teve que ficar a frente dos negócios da família. Possuía um tino nato para o comércio, e logo se mudou para a capital expandindo seus negócios.  Sua forma de pensar e agir chocava as moças e não era nada habitual senhoritas falarem sobre política e, ainda por cima, degustarem charutos. Os charutos Josefina têm um sabor e aroma agradáveis, próprios para quem está iniciando. Podem ser encontrados em cinco formatos: Churchill (16,5 cm de comprimento por 2,0 cm de diâmetro), Torpedo (15,5 cm x 2,0 cm), Corona (13,5 cm x 1,7 cm), Corona Gorda (14,0 cm x 1,9 cm) e Robusto (12,5 cm x 2,0), em caixas com 25 unidades.  Todos formatos são elaborados com fumo Arapiraca e podem ter capa clara (fumo Sumatra) e capa escura (fumo Arapiraca).

 

Um cubano na Bahia

Félix, cubano, cuida com carinho e dedicação, da fábrica de São Gonçalo dos Campos.

Os charutos baianos sempre tiveram uma excelente reputação de qualidade no Brasil e em outros países.  Uma das marcas nacionais que vem ganhando cada vez mais destaque atualmente é o Dona Flor, produzida pela Menendez & Amerino em São Gonçalo dos Campos.  Fruto de uma união de Mario Amerino Portugal que desde os 18 anos trabalha com fumo tendo herdado a fábrica do pai, a Amerino Portugal S.A. e Félix Menendez que fabricava os charutos Montecristo e H.Upmann em Cuba. Félix, cubano, 55 anos de idade e 23 de São Gonçalo é o homem que toca a fábrica. Acolhedor e gentil por natureza tem prazer em falar sobre o que mais gosta na vida, charutos.  Seu envolvimento com o mercado começou logo cedo aos 12 anos, quando durante as férias escolares em Havana - Cuba costumava freqüentar as fábricas de charutos.  Seu pai Alonso Menéndez Garcia era sócio da Menéndez Garcia & Cia Ltda., que era dona e produtora dos charutos Montecristo, H.Upmann e Por Larrañaga S/A. Quando Fidel Castro tomou o poder em 1959 iniciou-se um longo processo de estatização de todas companhias privadas da ilha e as fábricas de charutos não ficaram de fora.  Sem receber nada, os proprietários tiveram que procurar outros trabalhos fora de Cuba. A família Menéndez seguiu para as Ilhas Canárias - Espanha, terra de onde originariamente seguiram os primeiros enroladores de charutos para Cuba. Trabalhando na Cia. Insular Tabacalera S/A, Félix teve seu primeiro contato com o tabaco brasileiro em 1961, quando a empresa passou a ser compradora do fumo produzido na Bahia.  Da convivência com Mário Portugal surgiu o convite para que em 1977 fosse criada a empresa Menendez & Amerino. Um dos primeiros produtos a serem produzidos foram os charutos El Patio, referência à parte interna das casas espanholas, com três formatos El Patio No.1 (16,5 cm de comprimento x 1,66 cm de diâmetro), El Pátio No.2 (14,1 cm de comprimento x 1,66 cm de diâmetro) e o El Patio No.3 (13,0 cm de comprimento x 1,66 cm de diâmetro). Logo em seguida surgiram o El Pátio Cetros (Corona Gorda), Opus (Churchill), Old Bahia (Robusto) e No.4 (Corona). A linha de charutos continuou crescendo com a entrada do Alonso Menendez e Dona Flor, que atualmente é o principal produto da empresa.  Sempre fumando um de seus charutos preferidos o Alonso Robusto Mata Fina (capa escura), Félix segue preocupado com o aperfeiçoamento da mão de obra e melhoria constante no beneficiamento do fumo.  Recentemente foi lançada uma nova linha de cigarrilhas, Gabriela que veio a se juntar a Saint James e está fazendo um enorme sucesso entre os apreciadores.  Em breve a empresa estará lançando mais uma linha de charutos com um novo blend.  Com tanto trabalho pela frente Félix talvez tenha que diminuir seus cinco charutos diários, mas é por uma boa causa.

 

Cigarrilha Gabriela

Cigarrilhas Garbriela. Produzidas pela Menendez & Amerino, são
uma boa aternativa para o alto preço dos bons charutos.

A Menendez & Amerino, maior fabricante de charutos do Brasil, lançou recentemente sua nova cigarrilha: a "Gabriela".  Batizada com o nome que homenageia a personagem do escritor Jorge Amado, ela é produzida com fumos selecionados, o que lhe confere um blend especial.  Além disso, é a única no mercado que vem embalada individualmente em papel celofane.  Meio termo entre os cigarros e os charutos, as cigarrilhas vêm ganhando cada vez mais espaço entre os apreciadores que desejam parar de fumar cigarros ou não estão dispostos a pagar os altos preços dos bons charutos, tornando-se o segmento da indústria de fumo que mais cresce atualmente. As cigarrilhas Gabriela são comercializadas em caixas com 50 unidades nas versões original e sabor chocolate, esta última desenvolvida para atender um mercado que torna-se cada vez mais importante: o feminino.  Além da "Gabriela", a empresa produz a St. James, outro tipo de cigarrilha com piteira de plástico, vendida em caixas com cinco unidades. A Menendez & Amerino fica situada em São Gonçalo dos Campos, na região do Recôncavo Baiano e em 2002 completa 25 anos.  A empresa foi fundada pelo empresário baiano, Mário Amerino Portugal e pela família Menendez, fabricante dos famosos charutos cubanos Montecristo, H.Upmann e por Larrañaga até 1959, ano em que Fidel Castro estatizou todas fábricas de charutos. As cigarrilhas "Gabriela" já estão disponíveis no mercado nas principais tabacarias pelo preço médio de R$ 18,00.

 

Puro Tabaco

Cigarrilhas Wild Avana, da linha La Paz. Qualidade com ar rústico.

Com o aumento crescente do numero de cigarrilhas e mini charutos disponíveis no mercado, fica difícil escolher quais são os produtos de qualidade, pois a grande maioria deles utiliza outros componentes além de tabaco em sua confecção.  Selecionamos três tipos da linha La Paz - produzidos pela empresa Swedish Match e que estão disponíveis no mercado nacional.  Os produtos La Paz, fabricados a máquina em Valkenswaard, na Holanda, contém 100% de tabaco e começou a ser fabricado em 1814.  São muito apreciados principalmente devido a sua série "Wilde", que não tem o corte na parte onde se irá acender, dando um aspecto rústico e provocando um aroma mais rico num primeiro momento da degustação.  As capas e capotes utilizados na confecção são Besuki, da Indonésia e o miolo é feito com tabaco do Brasil e também da Indonésia. Os tipos selecionados para a degustação foram o Corona Superiores (12,7 cm de comprimento por 1,63 cm de diâmetro), Wilde Havana (12, 3 cm x 1,31 cm) e Mini Wilde (10,4 cm x 0,95 cm).

Corona Superiores: Bom aspecto de capa, aroma e consistência. Fluxo excelente, sabor médio, com queima excelente. É um charuto agradável de fumar no dia a dia. Tempo médio de consumo: 40 minutos

Wilde Havana: Com um bom acabamento, aroma e consistência excelente. O fluxo foi considerado excelente, com um sabor médio e queima excelente. Foi o mais equilibrado dos três modelos. Tempo médio de consumo: 25 minutos.

Mini Wilde: Capa regular, bom aroma e consistência. Bom fluxo, sabor fraco e queima regular. Na avaliação foi considerado que falta um pouco mais de persistência aromática. Tempo médio de consumo: 10 minutos.


Entre folhas e contos

Ironizado, o leitor de galeras ganhou este nome em referência ao hábito dos presídios de Havana de ler aos presos as notícias do dia

Hábeis na utilização da chaveta (instrumento para cortar as folhas) e na elaboração de charutos, os tabaqueros cubanos ainda são os trabalhadores com maior acesso à cultura. Isto vem desde que, em 1864, se instituiu em Cuba um personagem singular, o 'leitor de galeras'. Ele nasceu da necessidade de amenizar a alta carga horária de um trabalho feito em silêncio. Naquela época não existia rádio e nem seria interessante colocar música para distrair a atenção dos trabalhadores. No início o leitor era pago pelos próprios trabalhadores que se cotizavam e pagavam um centavo diário por seu trabalho. Com o passar do tempo este custo foi absorvido pelos donos das fábricas que ficaram interessados com o aumento da produção. Os trabalhadores escutavam desde "Os Miseráveis" de Victor Hugo até "Cecília Valdés" de Cirilo Villaverde. Geralmente o leitor ficava em uma tribuna ou mesa mais alta. Deveria ter boa dicção, ler pausadamente para que todos pudessem entender, bem como dramatizar os diálogos alternando as vozes de homem, mulher e criança. Hoje em dia nas fábricas Partagas e H.Upmann os tabaqueros de todos os pisos escutam o leitor pelos alto falantes instalados nos andares, fato conseguido anteriormente somente com o poder da própria voz. A idéia do leitor de galeras surgiu com Saturnino Martinez que trabalhava no jornal operário "La Aurora". O primeiro leitor, cujo nome não se tem idéia, subiu em uma espécie de andaime na fábrica "El Fígaro" no dia 21 de Dezembro de 1865. A idéia foi acolhida com alegria pelos trabalhadores que naquela época chegavam cansados à fábrica, pois tinham que trazer de suas casas as mesas, instrumentos necessários para elaborar um charuto e até mesmo o almoço. Os jornais concorrentes do "La Aurora" logo começaram a ridicularizar a idéia e a chamar de galeras os locais onde eram elaborados os charutos em referência ao velho costume do presídio de Havana de ler aos reclusos as notícias do dia enquanto estes almoçavam. A criação de algumas grandes marcas existentes até hoje se deve aos livros declamados. "O Conde de Montecristo" virou a marca Montecristo. Do romance homônimo de Willian Shakespeare surgiu "Romeo y Julieta" é até o clássico 'Don Quixote" de Cervantes foi imortalizado pela marca Sancho Panza. Um bom exemplo de que fumaça também é cultura.

 

O homem do tabaco

Garcia fuma de quatro a cinco charutos por dia, feitos sem anel de identificação, especialmente para ele

Há dez anos no mercado charuteiro, Manuel Garcia, começou trabalhando na direção comercial da Cubatabaco, atual Habanos S.A., estatal que controla toda a produção e comercialização de charutos cubanos.

Atualmente é vice-presidente da empresa, tendo trabalhado também na Alemanha, como diretor-geral do distribuidor de charutos no país, onde ficou por cinco anos.

Ele esteve no Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro) para conhecer nosso mercado e oficializar o novo importador de charutos cubanos, a Puro Cigar de Habana. Em entrevista ao Taste (2001), falou sobre os interesses da Habanos no País, falsificações de charutos entre outros assuntos.


Quantos charutos o Sr. fuma por dia e qual é o seu preferido?

Garcia - Fumo em média de quatro a cinco charutos por dia do formato Dália (Lonsdale). São produzidos em uma fábrica onde tenho boas amizades e feitos para mim, sem anel que os identifique.

Como o senhor vê o mercado brasileiro de charutos?

Garcia - Creio que é um País com um potencial muito grande, para onde podemos exportar muito mais charutos do que se está vendendo até o momento. Pelas tabacarias que visitei, acredito que haja um grande potencial de crescimento. O fato que mais chamou minha atenção foram as principais tabacarias estarem dentro de Shoppings. Senti falta de lojas especializadas, com um atendimento diferenciado que o nosso produto necessita.

Com relação à franquia La Casa del Habano, a Habanos S.A. pretende aumentar o número de casas aqui no Brasil?
Garcia - No total, são 87 lojas Casa Del Habano em 43 países. Atualmente, temos três lojas (São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba) e pretendemos abrir mais três até o final de 2001 - uma no Rio de Janeiro e duas em São Paulo.

Qual a posição da Habanos S.A. sobre a venda de charutos dominicanos que têm o mesmo nome de cubanos (Romeo y Julieta e Partagas, produzidos na República Dominicana)?

Garcia - Isto é totalmente ilegal e confunde o consumidor, pois as marcas tabacaleras cubanas pertencem a Habanos S.A. e não se pode vender outro charuto com o mesmo nome. Estamos em conjunto com nosso representante local tomando as devidas providências para que estas caixas saiam das prateleiras.

O que Cuba está fazendo para combater os charutos falsos que estão chegando ao Brasil?

Garcia - Este é um tema de grande importância para nós, não só para o Brasil como para os outros países também. A Habanos e as autoridades aduaneiras dos governos de Cuba e do Brasil já tomaram algumas medidas para coibir este problema, como aumentar o controle nas saídas de Cuba e não fornecer vistos a algumas pessoas que participam deste esquema de tráfico ilegal.

As caixas de charutos saem de Cuba com dois selos de garantia. Além destes dois, há cerca de um ano, o importador brasileiro tem colocado um terceiro selo holográfico. Como o senhor vê a utilidade deste selo?

Garcia - Acredito que qualquer ação que auxilie o consumidor a identificar o verdadeiro cubano de outros charutos de má qualidade é muito bem-vinda. Este selo fará com que o apreciador de Habanos, ao comprar uma caixa, exija este selo que será a garantia do produto.

Cuba lançou nos últimos anos várias marcas novas. Existe alguma novidade para o próximo ano?
Garcia - Especificamente com novas marcas não. Pretendemos nos fortalecer atacando um novo segmento de preço com a produção de charutos mecanizados. Este é um nicho de mercado que poderemos ter grande êxito.

 

 
   
 

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